Incêndio destrói parte de favela em Paraisópolis, zona sul de SP

Cinco casas foram atingidas pelo fogo e uma pessoa precisou ser levada ao hospital com intoxicação; este é o sexto caso registrado na capital paulista em um mês

Gheisa Lessa, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2012 | 12h23

SÃO PAULO - Mais um incêndio destruiu parte de uma favela em São Paulo na manhã desta segunda-feira, 10. As chamas tiveram início por volta das 8h40, em Paraisópolis, na zona sul da cidade, e foram controladas às 9h16.

Cinco casas foram atingidas pelo fogo e uma pessoa precisou ser levada a um hospital da região com intoxicação por inalar fumaça. Não houve registro de nenhum outro ferido. Cinco equipes atenderam a ocorrência e agentes da Defesa Civil de São Paulo foram enviados ao local. Nenhuma das autoridades sabe dizer o que originou o incêndio.

Este é o 33º caso de incêndio em comunidades registrado desde o início desde ano no Estado de São Paulo, enquanto em todo o ano de 2011 foram 79 ocorrências. Já na capital paulista, este é o sexto incêndio em favelas em 30 dias.

Seis casos em um mês. Na segunda-feira, 3, cerca de 1.140 pessoas ficaram desabrigadas após a destruição de 290 barracos da favela Sônia Ribeiro, conhecida como Morro do Piolho, na zona sul de São Paulo. Cerca de 22 viaturas dos bombeiros se deslocaram para conter as chamas. Um menino de 15 anos sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau.

Ao menos 55 barracos da favela de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, acabaram destruídos por outro incêndio em 28 de agosto. Foi o quarto em favelas na capital em 15 dias. Dezesseis viaturas dos bombeiros e 55 homens foram necessários para controlar as chamas. Ninguém se feriu e o fogo foi contido em 1 hora.

Incêndios 'intencionais'. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou na última quinta-feira, 6, que há a possibilidade de que o incêndio registrado na favela Sônia Ribeiro tenha sido intencional. "Existe a suspeita de que o fogo possa ter sido provocado, como, aliás, ocorreu em outros casos", disse.

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