@_richardbatista - Reprodução/Estadão
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Incêndio destrói auditório do Memorial da América Latina e deixa 7 feridos

Vinte e sete viaturas foram enviadas ao local, na zona oeste de São Paulo, para combater o fogo

Paulo Saldaña e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2013 | 15h48

SÃO PAULO - Um incêndio atingiu o auditório do Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 29. Há pelo menos sete feridos - dois em estado grave. Ao todo, 27 viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, na Avenida Auro Soares de Moura Andrade.

O fogo teria começado às 13h30 no Auditório Simon Bolívar, que tem 1.800 lugares, onde há uma tapeçaria de Tomie Ohtake. Brigadistas do próprio Memorial tentaram controlá-lo, mas não conseguiram e acionaram os bombeiros. Os vidros das laterais do prédio foram quebrados por causa da alta temperatura.

Segundo um eletricista que trabalha no local e que não quis se identificar, o incêndio começou após o curto-circuito de uma lâmpada no teto da plateia B. O curto teria começado após a ligação do gerador de energia do local, que foi acionado após uma queda de energia. Uma auxiliar de limpeza viu o problema e houve o desligamento da energia no local. Porém, como há muito material inflamável no teto do auditório, o fogo se alastrou.

O presidente do Memorial, João Batista de Andrade, disse que o alvará de vistoria está em dia. Segundo Andrade, a abóboda do prédio, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, escondeu o fogo, o que teria dificultado o início do combate às chamas.

Trânsito. Por causa do incêndio no Auditório Simon Bolívar, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou o cruzamento da Avenida Senador Auro Soares de Moura Andrade com a Alameda Olga, na Barra Funda, na zona oeste. A empresa fez um desvio para quem segue no sentido Lapa. Os motoristas seguem pela Alameda Olga, Rua Tagipuru e Avenida Francisco Matarazzo.

O trânsito nas imediações do Memorial da América Latina era complicado em importantes vias, como a Avenida Sumaré, que estava com lentidão ao longo de toda a sua extensão por volta das 17h no sentido Barra Funda, segundo medições da empresa MapLink. A Avenida Pacaembu, no sentido Marginal do Tietê, também estava travada nesse horário.

Já o Viaduto Antártica e a Avenida Marquês de São Vicente também tinham tráfego lento.

Transporte público. Linhas de ônibus que circulam pela região também foram desviadas, informou a São Paulo Transporte. A circulação nas Linhas 7-Rubi e 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que passam bem do lado do Auditório Simon Bolívar, e na Linha 3-Vermelha do Metrô, que fica quase embaixo do prédio em chamas, não foi afetada. As duas empresas, controladas pelo governo do Estado, decidiram não interromper a circulação dos trens.

Auditório. Informações da administração do Memorial da América Latina dão conta de que o Auditório Simón Bolívar foi aberto ao público em março de 1989, em um evento coordenado pela coreógrafa e bailarina cubana Alicia Alonso, do Balé Nacional de Cuba. Dentro do espaço, que tinha capacidade para 1,6 mil pessoas, havia uma grande tapeçaria da artista plástica Tomie Ohtake. Essa obra tinha 620 metros quadrados de área e era feito de cores quentes, como o vermelho.

Uma característica diferencial do auditório era de que o seu palco ficava no meio da plateia, dividindo-a em dois. Naquele palco, já se apresentaram personalidades latino-americanas como Astor Piazzolla, Tom Jobim, Mercedes Sosa e Libertad Lamarque. Os ex-presidentes Bill Clinton, dos Estados Unidos, e Fidel Castro, de Cuba, também estiveram no local, além do venezuelano Hugo Chávez.

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