Incêndio atinge Parque Estadual da Cantareira, em São Paulo

Calor e baixa umidade do ar contribuem para os focos de incêndio; PM suspendeu operação à noite mas deve retornar de manhã

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 19h51

Um incêndio de grandes proporções atingiu nesta terça o Parque Estadual da Cantareira, que se estende pelos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Embora o fogo continuasse à noite, a operação de combate às chamas por helicópteros Águia da Polícia Militar teve de ser interrompida e só seria retomada pela manhã.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10 horas e a equipe reportou ao comando que a área era de difícil acesso e distante de duas a três horas de caminhada da entrada do parque. Os helicópteros, assim, foram deslocados para o foco das chamas, em Guarulhos, e interromperam os trabalhos à noite por problemas de visibilidade. Não havia informações sobre a área atingida.

Ao longo do dia, houve mais de cem focos de incêndio em São Paulo. A baixa umidade relativa do ar na capital – que chegou a 20% e fez o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretar estado de alerta – ajuda a propagar pequenas chamas. O Corpo de Bombeiros informou que há um foco de incêndio a cada oito minutos e meio no Estado.

Calor. Com temperatura máxima de 35,9ºC, a capital paulista enfrentou o quarto dia mais quente do ano, segundo a Climatempo. “Há uma grande massa de ar seco, sobre a Região Sudeste, que impede a passagem de massas de ar frio, mas o calor vai diminuir, pois teremos uma frente fria passando amanhã (terça). Há previsão de pancadas isoladas na capital paulistas, mas só teremos chuvas significativas na região depois do dia 20”, afirma a meteorologista da Climatempo Daniela Lima.

Mesmo com a alta temperatura e a baixa umidade, várias pessoas foram ao Parque do Ibirapuera, na zona sul paulistana, para fazer atividades ao ar livre. A designer Camila Rocha, de 40 anos, levou os filhos Gabriel, de 6, e Joaquim, de 5, para brincar no local. “Em casa, o ar fica parado. Procuramos um espaço com sombra e estou usando bastante protetor solar e repelente. Trouxe água para tomar. O sorvete também está sendo um aliado.”

Rio. Um incêndio que começou na quarta-feira e ainda não foi controlado já consumiu 150 hectares de mata atlântica em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Foram atingidas áreas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) e a Área de Proteção Ambiental (APA) Petrópolis, ligada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Bombeiros combatem o fogo com auxílio de brigadistas da Reserva Biológica de Araras (RBA), ICMBio e Parnaso. Estão sendo usados helicópteros para lançar água sobre as áreas, e um avião foi solicitado às Forças Armadas, mas o tempo seco dificulta o trabalho. Há chuva prevista para quarta, mas é em quantidade pequena e insuficiente. Na manhã de segunda, as equipes de bombeiros identificavam 18 focos de incêndio.

No sábado, uma paca foi resgatada pelos bombeiros, mas morreu enquanto recebia atendimento. A origem do incêndio ainda não foi conhecida, mas já existe uma denúncia de que o fogo foi ateado propositalmente.  COLABOROU ANA PAULA MANSUR, ESPECIAL PARA O ESTADO

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