Juliana Tourrucôo/Estadão
Juliana Tourrucôo/Estadão

Incêndio atinge HCor em São Paulo; veja imagens

Chamas atingiram torre de resfriamento de ar-condicionado do Hospital do Coração; não houve vítimas

Marco Antônio Carvalho e Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 17h50
Atualizado 28 de junho de 2019 | 21h25

SÃO PAULO - Um incêndio atingiu, na tarde desta sexta-feira, 28, a cobertura do prédio do Hospital do Coração (HCor), no Paraíso, zona sul de São Paulo. As chamas foram controladas rapidamente, mas parte dos pacientes teve de ser transferida para outra unidade do HCor. Acompanhantes também precisaram deixar o edifício. Não houve vítimas.

O fogo começou no fim da tarde no edifício localizado na Rua Desembargador Eliseu Guilherme. As chamas atingiram resfriadores de ar-condicionado na cobertura do prédio. Segundo o HCor, a brigada de incêndio do próprio hospital combateu o fogo. Doze viaturas do Corpo de Bombeiros também foram enviadas ao local. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Danilo César, o prédio passava, na noite desta sexta, por um processo de ventilação

O incêndio assustou os pacientes que estavam internados e seus acompanhantes. Na noite desta sexta, parte dos pacientes era transferida para um prédio que fica em frente à unidade incendiada “por questão de segurança”, conforme informou o Hcor. 

Segundo o superintendente médico do hospital, Carlos Buchipiguel, o prédio afetado pelo incêndio possui um alarme silencioso para não causar pânico. O acionamento, explicou, leva os funcionários a atuarem conforme o protocolo para prestar assistência e eventualmente evacuar pacientes e acompanhantes. Segundo Buchipiguel, pacientes que poderiam ser evacuados nesse caso, segundo a condição de saúde, foram retirados do local. Outros, como os da unidade coronária e parte da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ficaram no local acompanhados por equipe médica. Já os acompanhantes eram orientados a deixar o edifício. 

Ao Estado, os acompanhantes relataram que, por alguns minutos, o clima foi de tensão, já que não se tinha dimensão do que estava acontecendo. Marcello Lima, de 36 anos, estava visitando o sogro quando ouviu pessoas gritando “fogo”. 

A preocupação dele era também encontrar a mulher e a filha, que estavam em outro andar. “Não sabia onde estava o fogo, então desci correndo para encontrá-las, depois voltei para ver como estava o meu sogro já que os funcionários estavam todos mobilizados nisso”, disse. Ele relatou que o prédio rapidamente se encheu de fumaça, o que dificultava a respiração a partir do quinto andar. O sogro de Lima regressou à UTI. 

Funcionários de prédios na região também se assustaram e tentavam ajudar. “Sentimos cheiro de queimado e começamos a gritar para a brigada de incêndio correr para lá”, disse a organizadora de eventos Maria Eulália Nascimento, de 54 anos, que estava em um edifício em frente ao HCor na tarde de ontem. “Olhando daqui, víamos o movimento dos quartos, as pessoas deitadas nas macas.”

Transtorno

As ruas do entorno permaneciam cercadas, na noite desta sexta, por carros de bombeiros e da polícia. Em frente a uma das unidades, pacientes e acompanhantes tiveram de permanecer por alguns momentos na calçada, enquanto dezenas de funcionários, entre médicos e enfermeiros, prestavam assistência, davam orientações e ofereciam água. 

Alguns pacientes eram vistos com batas, demonstrando que foram remanejado às pressas. Funcionários informavam que parte deles estava autorizada a retornar ao local de onde haviam saído. Segundo Buchipiguel, ninguém se feriu ou teve complicações. O hospital deve retomar sua rotina neste sábado, 29. 

O superintendente médico do HCor disse que o prédio possui todos os alvarás, licenças e manutenções preventivas exigidas. As razões do incêndio serão investigadas. 

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