Clayton de Souza/Estadão
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Incêndio atinge favela de Paraisópolis pela segunda vez em cinco dias

Oito barracos foram destruídos e 28 pessoas ficaram desabrigadas; último caso ocorreu na manhã da sexta-feira, 30 de novembro

Felipe Tau, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2012 | 12h39

Atualizada às 15h18

SÃO PAULO - A favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foi atingida no começo da tarde desta quarta-feira, 5, pelo segundo incêndio em cinco dias. As chamas começaram por volta das 12h20 e foram controladas por volta da 13h, destruindo uma área de 180 metros quadrados na Rua Deputado Laércio Corte, 500. Ninguém se feriu, mas oito famílias, com um total de 28 pessoas, perderam suas casas, segundo a Defesa Civil. 

Às 15h, três das nove viaturas que atenderam a ocorrência ainda permaneciam no local realizando o trabalho de rescaldo. O último caso foi registrado na manhã da sexta-feira, dia 30 de novembro. Não houve feridos, mas ao menos 50 famílias ficaram desabrigadas. A comunidade tem 788 metros quadrados, 17.159 imóveis, segundo estimativa da Prefeitura.

No dia 14, mais de 600 pessoas também foram desalojadas por um incêndio que atingiu à noite a Favela Aracati, na Penha, zona leste de São Paulo. A Defesa Civil estima que cerca de 150 barracos tenham sido destruídos na ocasião - aproximadamente 70% dos 1.500 m² do terreno. A favela está localizada sob o Viaduto Aricanduva e foi formada no terreno há pouco mais de um ano.

Entre 2007 e 2011, ocorreram mais de 200 incêndios em favelas. A maioria dos inquéritos policiais foi inconclusiva. Por isso, a Câmara Municipal instalou no ano passado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os casos. Neste ano, uma série de análises da CPI não avançou, por causa da falta de quórum - a maioria dos vereadores estava em campanha para a reeleição.

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