Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Incêndio atinge comércio na região da 25 de Março, em SP

Avaliação inicial do Corpo de Bombeiros aponta risco de desabamento da fachada; fogo começou por volta das 8 horas e se alastrou para outra loja

Ana Paula Niederauer, Paula Felix e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2018 | 09h24
Atualizado 12 Dezembro 2018 | 14h38

SÃO PAULO - Um incêndio atingiu na manhã desta quarta-feira, 12, um prédio comercial de três pavimentos na esquina das Ruas Jorge Azam e Cavalheiro Basílio Jafet, região da Rua 25 de Março, no centro da cidade de São Paulo. O fogo começou pouco depois das 8 horas na loja A Gaivota, que havia acabado de abrir, e se alastrou para um imóvel vizinho. Ninguém ficou ferido.

Segundo o tenente-coronel Marcelo Cesar Carnevale, do Corpo de Bombeiros, o fogo começou no primeiro andar da loja de artesanto e tecidos A Gaivota e, espalhou-se também para a loja de artigos comemorativos Festa Ok, na Rua Cavalheiro Basílio Jafet. Outro edifício vizinho, na Rua Jorge Azem, foi atingido apenas na parede lateral externa.

O chamado de incêndio foi aberto às 8h19. Sete minutos depois os bombeiros chegaram ao local, que fica a duas quadras do Mercado Municipal. De acordo com Carnevale, o fogo é considerado de "médio porte" e foi preciso cerca de 1h10 de combate às chamas para ser majoritariamente contido. A avaliação inicial aponta risco de desabamento da fachada, que está com trincas e já teve quedas de reboco.

O tenente-coronel aponta que, como a loja armazenava grande quantidade de material inflamável, o fogo se alastrou rapidamente. "Em um primeiro momento, as causas do incidente, nós não conseguimos apurar. Agora, a análise do prédio sugere o possível desabamento de fachada, que está comprometida", disse.

Ao todo, 31 viaturas e 90 bombeiros atuam do local, que está isolado por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Segundo Carnevale, a temperatura estava tão alta no momento do atendimento inicial que chamuscou o capacete de alguns bombeiros. A área atingida tem cerca de 700 metros quadrados.

Até as 11 horas, o fogo estava contido e os bombeiros faziam o monitoramento local para começar os trabalhos de rescaldo na parte interna. Até então, o combate ao fogo é feito da rua e de um edifício vizinho, com exceção dos atendimento inicial quando bombeiros buscaram possíveis vítimas na parte interna. O fornecimento de energia foi cortado no entorno por tempo indeterminado. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) também está no local.

O Corpo de Bombeiros ainda não divulgou se o imóvel estava regular em relação ao combate ao fogo. O telhado de ambos imóveis desabou, assim como grande parte do que foi armazenado no interior.  Outras edificações do entorno também foram fechadas por "precaução", mas não correm risco.

Parte inferior do imóvel está regular, diz subprefeito

De acordo com o subprefeito da Sé, Eduardo Odloak, o imóvel data de 1924 e está, ao menos na parte baixa, em situação regular. "Pelo visual de trincas, provavelmente esse imóvel será demolido. Pelas horas que esse incêndio está consumindo, havia muito estoque lá dentro", diz. "Nessa época, de Natal, muitos estabelecimentos acumulam muito estoque. Ele deve ser interditado, junto com os outros dois."

Segundo o site institucional, a loja foi fundada em 1959 pelo casal de paulistanos, Miguel Giorgi e Angelina Ginotti, filhos de imigrantes italianos, e ficava inicialmente na Rua 25 de Março. Hoje, o grupo A Gaivota atua no "desenvolvimento de produtos, comércio de exportação, importação e distribuição através das marcas Lunne Import e a Importex Global".

'Fiquei aparavora', diz testemunha

Funcionário de uma loja localizada em frente ao comércio em chamas, o gerente Rafael dos Santos, de 27 anos, diz que a região está isolada. "Quando chegamos, às 9 horas, já estava pegando fogo. Só estamos com três funcionários na loja para, qualquer coisa, baixar as portas e ir embora."

O estoquista Anderson Oliveira, de 40 anos, chegou à loja logo após o início do incêndio. Segundo ele, o fogo se alastrou por onde fica o estoque de tecidos, andar em que costuma trabalhar.

No entorno, há funcionários de diversas lojas assustados e chorando. "Vi na hora que a fumaça estava começando. Fiquei apavorada", diz Letícia Pereira, de 19 anos, caixa de uma loja próxima.

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