Incêndio atinge bar onde Rota matou seis 'Vamos pedir a preventiva do curto-circuito'

Em 28 de maio, uma operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) no lava-rápido e no estacionamento do bar Barracuda terminou com seis mortos. Na noite de anteontem - justamente nesta semana em que PMs viraram alvo de criminosos -, o local onde fica o estoque do bar pegou fogo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e funcionários do casa noturna, tudo foi provocado por um curto-circuito.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h04

No início da tarde de ontem, os funcionários já trabalhavam no local. Um deles fez questão de dizer que não havia qualquer relação entre a ação da Rota e o fogo no estoque. "Não teve represália nenhuma. O que houve foi um curto-circuito logo que abrimos a casa. Uma funcionária acendeu as luzes e ouviu o estouro no estoque", disse o segurança Maurício Torres, de 36 anos.

Na ação da Rota, em maio, um dos criminosos foi levado do local até a Rodovia Ayrton Senna, onde foi executado por três policiais. Segundo eles, os bandidos faziam parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) e planejavam resgatar um detento no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, zona leste./W.C.

A polícia recebeu alguma informação concreta sobre o planejamento ou execução de ataques?

Nada. Estamos empenhados em apurar o assassinato desses policiais, mas eles não têm nenhuma relação com facção.

Foram quatro PMs mortos nesta semana e há indícios de execução. Há ligação entre os casos?

Os policiais foram alvejados nas folgas. Polícia exerce atividade de alto risco e pode ter desafetos que agem em situações isoladas.

E as bases atacadas na zona leste? Foram duas em dois dias.

Essas ações são reflexo da atuação da polícia em cada um dos bairros. As informações de serviços de inteligência nos autorizam a dizer que não há a possibilidade de isso ocorrer.

E o incêndio no restaurante onde ocorreu, no mês passado, a morte de cinco suspeitos e a execução de um sexto pela Rota?

Estamos pedindo a prisão preventiva do curto-circuito.

Como?

O bombeiro foi chamado, controlou o fogo e a informação que temos é de que foi um curto-circuito. /M.G.

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