Incêndio agrava rebelião de presos em Ribeirão Preto

A advogada disse que acesso para negociação do fim da rebelião não foi permitido pela direção do presídio

Brás Henrique, Agência Estado

11 de abril de 2008 | 18h20

O incêndio dentro do Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto (CDP), no final da tarde, deixou a rebelião de presos ainda mais tensa. A fumaça cobriu o prédio e o helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a região, com parentes e amigos de detentos do lado de fora do prédio sem informações. A advogada Ana Paula Vargas de Melo, da comissão de direitos humanos, disse que o acesso para tentar negociar o fim da rebelião, iniciada no começo da tarde, não foi permitido pela direção do presídio. Segundo ela, a liberação do agente penitenciário feito refém poderia ser possível com a negociação.  A rebelião começou por que os presos teriam ficado revoltados com o corte pela metade da entrega do jumbo (alimentos levados pelos parente). Três presos estariam feridos. O CDP tem capacidade para 768 presos e estaria com cerca de 1100. Em 10 de março deste ano, dois presos foram mortos no local.

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