Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Implosão de edifício Moinho altera trânsito na região central de São Paulo

Linhas 7-Rubi e 8-Diamante de trem estão interrumpidas e ruas do bairro serão interditadas

01 de janeiro de 2012 | 10h41

SÃO PAULO - A implosão do edifício ao lado da Favela do Moinho, marcada para às 16h deste domingo, 1, altera o trânsito na região. Consumido por um incêndio no dia 22, que deixou dois mortos e 300 barracos queimados na favela, o prédio corre o risco de desabar e precisa ser derrubado para que duas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que passam pelo local sejam liberadas.

 

O edifício está desocupado há mais de 30 anos e, de acordo com a Defesa Civil, ficou comprometido após o incêndio. Assim, a partir de segunda-feira, entre 4h e 5h, usuários das linhas 7-Rubi e 8-Diamante terão de utilizar ônibus gratuitos disponibilizados pela CTPM nas estações Barra Funda e Júlio Prestes para fazer o trajeto. Serão duas linhas: uma vai conectar a Barra Funda à Luz e a outra a estação Júlio Prestes à Barra Funda.

 

Conforme a CET, a partir das 14h deste domingo as seguintes ruas serão interditadas:

 

• Rua Barão de Piracicaba, entre a Alameda Ribeiro da Silva e a Alameda Eduardo Prado.

• Alameda Eduardo Prado, entre a Alameda Barão de Piracicaba e a linha da CPTM.

• Alameda Dino Bueno, entre as alamedas Eduardo Prado e Ribeiro da Silva.

• Alameda Ribeiro da Silva, entre a Alameda Barão de Piracicaba e a linha da CPTM.

• Rua Tenente Pena, entre a linha da CPTM e a Rua Anhaia.

• Rua Anhaia, entre as ruas Tenente Pena e Júlio Conceição.

• Rua Júlio Conceição, entre Rua Anhaia e a linha da CPTM.

• Avenida Rio Branco, entre a Avenida Duque de Caxias e a Alameda Eduardo Prado (ambos os sentidos).

• Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, toda extensão, em ambos os sentidos.

 

Rotas Alternativas

Sentido Centro:

Avenida Abraão Ribeiro, Avenida Pacaembu, Rua Mário de Andrade, Avenida General Olímpio da Silveira, Avenida São João.

 

Sentido bairro:

Largo do Paissandu, Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, Rua Mário de Andrade, Avenida Pacaembu e Avenida Abraão Ribeiro.

 

Transporte Coletivo

Os ônibus que circulam pela Avenida Rio Branco serão desviados pelas rotas alternativas descritas acima. A CET recomenda aos motoristas que evitem circular pela região entre 14h e 18h. 

 

Casas evacuadas

Cerca de 5 mil moradores do bairro de Campos Elísios, na região central, terão de evacuar suas residências até às 14h de hoje para a implosão do edifício ao lado da Favela do Moinho.

 

Com a demolição do edifício, que fica em um terreno entre as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM, a Prefeitura espera que as vias férreas voltem a ser utilizadas a partir de terça-feira. O objetivo é evitar uma sobrecarga na Linha 3-Vermelha do Metrô - usada pelos passageiros como alternativa no trecho entre Barra Funda e Luz - com a volta da população das festas de fim de ano.

 

Segundo o coordenador da Defesa Civil da cidade de São Paulo, coronel Jair Paca, os moradores e comerciantes num raio de até 500 metros do edifício seriam orientados a partir da tarde de ontem a deixar temporariamente suas casas, apartamentos, bares e lojas antes da demolição. A recomendação será reforçada hoje pela manhã por cerca de 100 agentes da Defesa Civil, que distribuirão informativos de porta em porta.

 

As medias de segurança são padrão e visam evitar que os detritos eventualmente lançados pela explosão atinjam alguém.

 

Até o início da tarde de ontem, moradores de ruas vizinhas não sabiam como seria a evacuação e as opiniões se dividiram. Alguns, estavam aliviados em saber que o prédio do moinho desapareceria. Outros, reclamaram do aviso em cima da hora. "É um absurdo. Acho que nem precisava evacuar", afirmou a auxiliar de limpeza Maria do Amparo, de 32 anos, que mora numa rua próxima ao terreno.

 

Moradores da Favela do Moinho, abrigados no Clube Escola Raul Tabajara ou sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, ao lado da favela, também não tinham sido informados sobre os procedimentos a serem adotados. "Ninguém falou nada", disse Alessandra Cunha, da Associação da Comunidade do Moinho. Segundo ela, as pessoas têm medo de sair e não conseguir voltar.

 

Além do isolamento da área, os procedimentos de segurança incluem fechar portas e janelas e não deixar carros ou animais de estimação na rua. Vias no raio de restrição serão interditadas, mas os locais ainda estavam sendo definidos ontem. Além dos agentes da Defesa Civil, a demolição contará com apoio de 20 homens, e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros. O efetivo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da PM não foi divulgado.

 

Segundo o engenheiro responsável pela demolição, Mauro Valdessera, da empresa Fremix, o prédio de cinco andares deve desmoronar dentro de seus limites. "Mas como está comprometido, não dá para prever totalmente seu comportamento", afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) informou que estuda transformar a área da Favela do Moinho num parque ou numa estação de trem. As 368 famílias que perderam seus barracos, segundo ele, serão realocadas em habitações a serem construídas perto dali. Três terrenos estão em estudo.

 

Com informações do Jornal da Tarde.

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