Império nega que pivô da confusão seja diretor da escola

Advogado diz que rapaz preso desfilou pela 1ª vez neste ano, mas, segundo tio, ele já frequentava a agremiação havia 2 anos

O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h02

Acusada de colaborar com a baderna durante a apuração, a Império de Casa Verde afirmou ontem que Tiago Ciro Tadeu Faria, de 29 anos, o responsável por rasgar os papéis onde estavam as duas últimas notas, não foi incentivado pela agremiação. Segundo o advogado da Império, Eduardo Moraes, Faria desfilou neste ano pela primeira vez e não fazia parte do quadro registrado de diretores.

Moraes disse também que não foi a Império quem deu autorização para Faria ficar na pista e a responsabilidade pelo acesso ao local é da Liga Independente das Escolas de Samba.

A Império nega que o rapaz tenha recebido uma das nove pulseiras de acesso à pista das mãos de alguém da própria escola. Imagens mostram que o rapaz estava ao lado de diretores durante a apuração.

Sobre o motivo de os dirigentes não terem impedido a ação de Faria, o advogado da escola disse que nem mesmo a polícia foi capaz de segurá-lo. "Ele foi muito ágil." O presidente da Império, Alexandre Constantino Furtado, também afirmou não acreditar que a escola será excluída do carnaval paulistano por causa da confusão e levantou suspeitas sobre a troca de jurados na semana passada.

Família. Morador do Mandaqui, o aposentado Antônio Faria, de 61 anos, que se apresenta como tio de Faria, nega a versão da escola. Segundo ele, Tiago frequentava a Império de Casa Verde havia dois anos. "Ele até veio avisar a minha mãe para ela ficar acordada, porque à meia-noite e meia desfilaria."

Para Antônio, é preciso uma explicação mais completa por parte da Império. "Como ele estava naquele lugar com credencial?", indaga o tio. "Ele dizia para nós que era da diretoria", ressaltou. / WILLIAM CARDOSO e CAMILLA HADDAD

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