Imperador esteve com pioneiros

A imigração de centenas de milhares de libaneses para o Brasil ao longo de mais de um século se deve em parte à visita de d. Pedro II ao Líbano durante viagem pela Terra Santa, na época nas mãos do Império Otomano.

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE , NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2011 | 03h06

Em cidades libanesas como Zahle, onde a principal avenida leva o nome de Brasil, o imperador incentivou camponeses a deixar o Vale do Beqa e cruzar o Atlântico em direção à América. Na Universidade Americana de Beirute (então Syrian Protestant College), d. Pedro II se reuniu com Nemi Jaffet, de uma das famílias pioneiras na imigração.

Mesmo antes desta histórica viagem, já existia ligação da família real com o Líbano. No início do século 19, d. João VI teria se hospedado na casa de um imigrantes libanês em Salvador. Mas a maior parte dos imigrantes libaneses só desembarcou no Brasil ao longo das cinco décadas posteriores à visita de d. Pedro II a Beirute. Entre eles, os antepassados do cardiologista Adib Jatene, do prefeito Gilberto Kassab, do vice-presidente Michel Temer, do remador Amir Klink, do publicitário Nizan Guanaes e do escritor Milton Hatoum, além de uma série de médicos, engenheiros, advogados, atletas, empresários e atores.

Imigrantes do Líbano também colaboraram para a construção do Hospital Sírio-Libanês, onde se tratam hoje a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

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