Impasse sobre hidrantes de SP pode parar na Justiça

Inquérito instaurado pelo MPE indica que 10% dos equipamentos vistoriados por amostragem pelos bombeiros têm condições de uso

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2014 | 20h31

SÃO PAULO - Ficou para a próxima semana a possibilidade de um acordo entre representantes da Prefeitura, do Corpo de Bombeiros e da Companhia de Saneamento Básico do Estado  (Sabesp) para a manutenção da rede de hidrantes da capital. 

Inquérito instaurado pelo Ministério Público Estadual, publicado nesta terça-feira, 5, pelo Estado, indica que apenas 10% dos equipamentos vistoriados por amostragem pelos bombeiros têm condições de uso. Do total analisado, dois em cada três sumiram ou não funcionam. Se não houver consenso entre as partes, o caso pode ir parar na Justiça.

Nesta terça, o secretário municipal de governo, Chico Macena, declarou ao MPE que a responsabilidade sobre o serviço é da Sabesp. A empresa, porém, nega que tenha obrigação contratual de realizar os reparos e de arcar com os custos. Segundo a companhia, os hidrantes existentes em São Paulo fazem parte dos ativos da empresa, que é concessionária de água e esgoto da cidade, mas são de propriedade do Município.

Diante o impasse, o promotor de Justiça Marcus Vinicius Monteiro dos Santos tentará firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre os envolvidos. Caso não seja possível, o jeito, segundo o promotor, será levar o caso à Justiça. De acordo com Marcus Vinicius, a responsabilidade deve cair sobre a Sabesp.

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