Imóveis vão ter modelo de iluminação

Imóveis vão ter modelo de iluminação

Com Cidade Limpa 2, Emurb pretende destacar edifícios com valor histórico e arquitetônico; diretora de órgão avaliou fachadas atuais

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

28 Março 2010 | 00h00

Para observar como letreiros e fachadas comerciais e públicas estão iluminados na capital, a reportagem percorreu na quinta-feira à noite várias regiões da cidade na companhia da arquiteta Regina Monteiro, diretora de Paisagem Urbana da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb).

Semana passada, a Prefeitura anunciou que prepara o projeto Cidade Limpa 2, para normatizar a forma como fachadas poderão ser iluminadas, uma vez que, segundo a administração municipal, comerciantes estariam exagerando no uso desse tipo de recurso para chamar a atenção para os negócios, depois que os anúncios foram banidos pela Lei Cidade Limpa.

O trajeto teve início no centro velho, onde fica a sede da Emurb, na Rua Líbero Badaró. A iluminação de prédios públicos e privados com importância arquitetônica e histórica também será contemplada no Cidade Limpa 2. "A ideia é criar uma marca registrada, uma cor única para a noite de São Paulo, como ocorre com Paris, por exemplo", explicou Regina.

Exagero. Na Marginal do Tietê há surpresas boas e ruins. "Aquele letreiro iluminado do Clube Esperia, gigante... Não sei por que ninguém consegue tirá-lo dali", comentou a arquiteta. Na frente da fachada da churrascaria OK Grill, Regina fez elogios. "É um exemplo de projeto bom. Ilumina sem ser escandaloso."

A fachada do Pet Center Marginal entra na lista de projetos "discutíveis" da diretora da Emurb . "É um exagero de néon. Muitas luzes e na potência máxima. Chega a ferir os olhos. O problema é justamente esse", afirmou a diretora da Emurb. "A lei não proíbe, mas já pensou se todos fizerem a mesma coisa?"

Holofotes. Na Rua João Teodoro, no Bom Retiro, a iluminação da fachada de uma concessionária e de uma drogaria também é citada como mau exemplo. "A luz é tão forte que ofusca o letreiro na porta", observou.

Comerciantes do Parque Dom Pedro usam outro recurso que também chamou a atenção da arquiteta na Rua Augusta, na região central da capital. Ao lado das placas com os nomes dos estabelecimentos, foram instalados potentes holofotes direcionados aos anúncios. "Assim não dá. Olha a intensidade dessas luzes", disse ela.

Avaliação

Regina Monteiro

ARQUITETA

"A ideia é criar uma marca registrada para a noite de São Paulo, como ocorre em Paris"

"É um exagero de néon. Chega a ferir os olhos"

"A lei não proíbe, mas já pensou se todos fizerem a mesma coisa?"

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