IML vai apurar morte de estudante em brinquedo do Hopi Hari

Laudo inicial indicou que menino de 15 anos, que brincava no Labirinto, morreu por edema pulmonar

Tatiana Fávaro, do Estadão,

02 Outubro 2007 | 09h04

Instituto Médico-Legal de Jundiaí (IML) abriu uma investigação na segunda-feira, 1º, sobre a causa da morte do estudante Arthur Wolf, de 15 anos, que passou mal dentro de um brinquedo do Hopi Hari, parque de diversões localizado no km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, na sexta-feira, 28. Ele estava em uma excursão com cerca de 200 alunos do Centro Educacional Etip, de Santo André.   Em laudo preliminar, o IML indicou morte por edema pulmonar - acúmulo de água nos pulmões. Segundo o diretor do IML, José Roberto Asta Bussamara, todos os relatórios produzidos até agora serão reavaliados e novos exames poderão ser feitos. A estimativa é de que o laudo saia em 20 a 30 dias.   Arthur foi enterrado sábado, em Santo André. Antes de começarem as aulas desta segunda-feira, os professores do Etip reuniram os alunos. "Estão todos muito abalados. Não acreditamos que o fato tenha a ver com algum problema na atração. Mas, assim como a família, vamos aguardar o laudo para não tirar conclusões antecipadas", afirmou o diretor do colégio Renato Campos.   Arthur estava no brinquedo Labirinto, no qual atores disfarçados de monstros dão sustos nos visitantes, por volta de 19 horas de sexta, quando passou mal e caiu no chão. Havia fumaça de gelo seco espalhada nos corredores da atração. Mas, segundo a assessoria do parque, técnicos do Hopi Hari informaram que a quantidade de fumaça é pequena e o funcionamento do brinquedo foi aprovado pela Secretaria Estadual da Saúde.   Criada um dia após o acidente, uma comunidade no site de relacionamentos Orkut que presta homenagem a Arthur já reúne dezenas de mensagens de apoio aos parentes do estudante. Em uma delas, uma colega que afirma ter acompanhado o estudante no brinquedo conta o que aconteceu na sexta-feira. "A gente foi no Labirinto. Aí lançaram gelo seco, só que a gente não sabia que ia ter, porque não tinha nada escrito lá na entrada, e como ele tinha asma e já estava tossindo, ele desmaiou", escreveu.   Um bombeiro que estava do lado de fora do brinquedo socorreu Arthur e levou o garoto ao ambulatório do parque, onde ele foi reanimado após parada cardiorrespiratória. Segundo o Hospital Paulo Sacramento, Arthur chegou ao pronto-socorro às 20h24 da sexta-feira. Minutos depois, sofreu nova parada cardíaca e os médicos não conseguiram reanimá-lo. A família informou o hospital de que Arthur Wolf era um garoto saudável.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.