IML tem até 70 legistas identificando vítimas do vôo 3054

Instituto só pode abrigar 100 profissionais, pois o espaço físico é 'limitado'

Natalia Gómez, da AE

22 de julho de 2007 | 17h23

O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo informou neste domingo, 22, que o número de legistas envolvidos na identificação das vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido no último dia 17, pode chegar até, no máximo, 100. "Não comportaríamos um número superior a este, pois o espaço físico é limitado", afirmou hoje o perito e odonto-legista Ugo Frugoli Atualmente, o total de profissionais envolvidos no trabalho varia 50 a 70. Poderiam ser agregados, portanto, mais 30 médicos, aproximadamente.   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054     Em condições normais, o IML conta com cerca de 20 médicos legistas. "A equipe atual é suficiente para o trabalho (no caso TAM), mas à medida que for preciso poderemos chamar mais legistas, de outros IMLs do Estado de São Paulo", disse Frugoli.   Ele destacou que a perícia deste acidente é muito complexa, pois envolve fragmentos de corpos dos passageiros da aeronave, dos funcionários do depósito da TAM e de pessoas que circulavam nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. O alto impacto da queda do avião também dificulta o processo, pois os corpos foram segmentados.   Até o momento, disse Frugoli, 196 corpos foram necropsiados. Isto significa que o levantamento de dados sobre estes corpos foi concluído, o que representa o primeiro passo para a identificação. O legista não soube prever quanto tempo será necessário para que se concluam as identificações da tragédia da última terça-feira.   Para se ter uma idéia, Frugoli lembrou que, na queda do Fokker 100 da TAM em 1996, o processo de identificação das vítimas demorou de outubro daquele ano até o início de janeiro de 1997. "Na ocasião, o trabalho foi muito mais simples, pois se tratava de uma amostra fechada (somente integrantes da aeronave)", explicou.

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