IML reafirma que menino morto em Bauru tem sinais de tortura

Morte de jovem de 15 anos, depois de ser abordado por seis PMs, desencadeou onda de protestos

Jair Aceituno, de O Estado de S. Paulo,

18 de dezembro de 2007 | 09h34

O diretor da regional do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, Ivan Segura, voltou a afirmar que o corpo do jovem Carlos Rodrigues Junior, de 15 anos, morto na madrugada de sábado, quando seis policiais foram à sua casa para prendê-lo sob a acusação de ter roubado uma moto, apresentava sinais de choques elétricos, que podem ter causado a sua morte.   "Dependendo do trajeto que a corrente faz no corpo, pode provocar a morte", disse o médico, informando que o laudo oficial será divulgado nesta terça.   O advogado Sérgio Eduardo Mangialardo, defensor do PMs criticou a divulgação de dados dos exames antes de concluído o laudo, afirmando que isso pode levar a conclusões incorretas. Anunciou que estará apresentando à Justiça Militar, em São Paulo, o pedido de habeas-corpus em favor dos militares, que continuam recolhidos no Presídio Romão Gomes.   Alegará bons antecedentes e impossibilidade de soltos atrapalharem a instrução processual, pois o Inquérito Policial Militar (IPM) já coletou as provas de acusação no dia dos fatos. A Comissão de Direitos Humanos da OAB entrou no caso e informa que vai acionar a ouvidoria da PM para encaminhar administrativamente o caso.   A empresa municipal de trânsito recolocou dez postes com placas de sinalização e reparou os semáforos da avenida Marcos de Paula Raphael, palco de uma onda de protestos contra a violência policial. A Telefonica também cuidava da recolocação dos orelhões arrancados pelos manifestantes.   A polícia deverá abrir inquérito e tentar localizar os responsáveis pelo vandalismo.

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