Lucas Silva/Facebook
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IML confirma que estudante morreu eletrocutado ao encostar em poste de monitoramento em SP

Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, estava em um bloco de carnaval quando encostou em um poste com câmeras de monitoramento e morreu por descarga elétrica

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2018 | 11h51
Atualizado 21 Fevereiro 2018 | 13h45

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte do estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, por descarga elétrica após ter encostado em um poste no dia 4 de fevereiro, durante o desfile de um bloco de carnaval em São Paulo.

O resultado confirma que o jovem morreu eletrocutado pelo poste, com câmeras para monitoramento de público, que estava na esquina da Rua da Consolação com a Rua Matias Aires, no centro da cidade.

A Polícia Civil anexou o laudo ao inquérito policial nesta segunda-feira, 19. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a delegacia aguarda a conclusão dos laudos complementares. 

 A tragédia ocorreu durante a passagem do bloco de rua Acadêmicos do Baixo Augusta. Logo após o contato com o equipamento, o jovem sofreu uma descarga elétrica e desmaiou. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

+++ Doria afirma que câmera em poste que eletrocutou jovem foi instalada indevidamente

Responsável pela infraestrutura do carnaval de rua de São Paulo, a empresa Dream Factory lamentou o ocorrido com o estudante e reforçou que somente a perícia dos órgãos competetentes poderá informar se a causa da morte está ou não associada à instalação das câmeras da GWA System.

Após o caso, o Tribunal de Contas do Município (TCM) cobrou explicações à Prefeitura de São Paulo e à empresa Dream Factory sobre a instalação das câmeras para o monitoramento do carnaval de rua na capital. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) também solicitou respostas da gestão municipal.

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