Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Imigrantes haitianos recebem atendimento médico em paróquia

Equipe da Secretaria Municipal da Saúde ofereceu consultas em igreja que reúne estrangeiros no centro da capital

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2015 | 20h25

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo enviou na tarde desta quarta-feira, 27, uma equipe à paróquia Nossa Senhora da Paz, no Glicério, região central, para prestar atendimento médico aos imigrantes haitianos que chegaram à cidade nas últimas semanas.

De acordo com Clóvis Silveira Junior, coordenador de saúde da região centro da secretaria, a iniciativa foi definida após a pasta observar um crescimento expressivo do número de haitianos em busca de atendimento na Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da região. "Trazendo a equipe para cá, podemos prestar uma assistência mais ampla, oferecendo consulta, mas também aplicando vacinas e realizando exames", explica ele.

Fizeram parte da equipe um médico, dois enfermeiros, um auxiliar de enfermagem, um psicólogo, quatro agentes comunitários de saúde, além de uma intérprete, uma vez que a maioria dos haitianos falam apenas francês.

Segundo a secretaria, 80 haitianos foram atendidos na ação, dos quais 28 precisaram de consulta médica e quatro apresentavam hipertensão. Eles foram encaminhados para início do tratamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Foram aplicadas 108 vacinas e realizados 22 testes rápidos de HIV.

Há dois meses vivendo no Brasil, o haitiano Celome Delfort, de 28 anos, aproveitou a presença dos profissionais de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. "De resto, está tudo bem com a minha saúde. Agora só falta arranjar um emprego", diz ele, que vive no abrigo da paróquia e espera conseguir logo uma fonte de renda para enviar dinheiro à família no Haiti, onde vivem a mulher e os cinco filhos do imigrante.

De acordo com o padre Paolo Parise, diretor do abrigo Missão Paz, que funciona na paróquia, além da ação da secretaria, os imigrantes contam com atendimento médico de profissionais voluntários duas vezes por semana. "Como são jovens, não costumam ter problemas graves de saúde, mas alguns chegam com quadros fortes de gripe", diz ele. 

Atualmente, a paróquia abriga quase 200 imigrantes: 110 na Casa do Migrante e outros 83 de forma improvisada na paróquia.


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