Imagens podem ter contribuído para decisão

Segundo juristas e especialistas na área de infância, a divulgação das imagens da agressão pode ter sido a principal prova considerada pela Justiça para mandar interná-los. "O juiz não estava errado em mandar soltar e não está errado agora que mandou recolher, diante das provas de que a agressão foi de surpresa e completamente imotivada", avaliou o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador das Varas da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça.

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

O vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, Ariel de Castro Alves, acrescentou que a gravação comprova um ato violento, requisito previsto no Estatuto da Criança do Adolescente (ECA) para a internação. "E não é uma tentativa de homicídio como outra qualquer. Existe agravante do motivo homofóbico."

O juiz Iassim Issa Ahmed, titular da Vara da Infância e da Juventude de Santo Amaro, também afirmou que a medida pode ter duplo sentido: dar uma resposta à sociedade e mostrar ao jovem que deve reavaliar seus atos. "É um tempo para ele pensar no que fez."

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