Imagens mostram que calor e falta de ar contribuíram

O inquérito policial aberto para investigar a pane deve ser arquivado, uma vez que, até o momento, ninguém foi acusado de nenhum crime. A previsão era de que a investigação fosse concluída até o fim de outubro, mas o atraso na entrega dos laudos fez o prazo ser prorrogado. Procurado, o delegado responsável pela investigação, Valdir Oliveira Rosa, diz que só dará entrevistas após a conclusão do inquérito.

Eduardo Reina, Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2010 | 00h00

Pelo menos dez pessoas foram interrogadas pela Delegacia de Polícia do Metrô (Delpom), incluindo o maquinista e o auxiliar que estavam na cabine do primeiro trem a apresentar problemas naquele dia - a composição 309, que aguardava a movimentação de carros à frente. Essa lista inclui ainda o responsável pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Linha 3-Vermelha e passageiros que se sentiram mal no dia do incidente.

Já se apurou como agravante para esse episódio as condições do segundo trem parado na linha, o de número 61. Era um dos modelos recém-comprados, que não têm ventilação natural, só ar-refrigerado. Sem energia, os passageiros ficaram sufocados.

Imagens de segurança desse trem recebidas pela Polícia Civil mostram usuários se abanando antes de decidirem abrir as portas. A necessidade de parar a linha por mais tempo acabou criando um efeito cascata que terminou em uma megapane.

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