Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Imagem de SP não pode ser de dificuldade no trânsito, diz Dilma

Presidente anunciou nesta sexta-feira, 25, R$ 5,4 bilhões em recursos para obras de mobilidade urbana no Estado

Gustavo Porto e Ricardo Chapola, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 12h35

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira, 25, durante anúncio no Palácio dos Bandeirantes de investimentos de R$ 5,4 bilhões em recursos do PAC da Mobilidade, que não é possível aceitar que "esse Brasil dinâmico tenha uma perda na vida dos habitantes nas atividades de ida e volta para casa". "Não podemos deixar que a imagem de São Paulo se associe à da dificuldade de trânsito", reiterou.

Dilma considerou que há "um déficit histórico do Brasil" pela ausência de política de mobilidade coordenada nos três níveis do governo. Nas décadas passadas, o metrô era inadequado pelo custo, segundo a presidente, lembrando do avanço nos investimentos recentes. "Em 2005 recebi no meu gabinete um funcionário que comemorava os R$ 500 milhões de investimento em saneamento", disse a presidente.

No discurso, ela voltou a provocar o Fundo Monetário Internacional (FMI), que nesta semana alertou sobre a economia brasileira. "Foi bom ter pagado a dívida com o Fundo Monetário que não supervisiona mais as nossas contas."

A presidente também citou a parceria com os outros entes de governo, que permite que prefeitos, presidente e governo do Estado tenham ação coordenada e comum para atacar um dos mais graves problemas que é a mobilidade urbana. "Reconhecer esse problema mostra que as autoridades convergiram para um projeto comum", afirmou, destacando: "Temos decisão política de participar juntos de esforços dos prefeitos."

Dilma considerou que investir no metrô é "absolutamente essencial", porque garante transporte sem interrupção do trânsito com escoamento rápido e seguro. "Metrô é o grande eixo de integração de modais, principalmente em áreas conturbadas e adensadas". A presidente afirmou que os investimentos fazem parte do amadurecimento do País e caminham no sentido de abandonar "o complexo de vira-lata", citando o escritor Nelson Rodrigues sobre o pessimismo antes da Copa de 1970, vencida pelo Brasil.

"Esse complexo tem de ser superado no caso dos transportes que hoje reconhecemos ser estratégico para o País. É estratégico o investimento em mobilidade urbana", disse. "É obra de alto custo e exigem parceria e ação coordenada", completou, lembrando do financiamento que viabilizam as obras. "São juros subsidiados pelo Tesouro Nacional. Sem ter esse tipo de financiamento não sai obra de longo prazo no Brasil."

Ainda segundo ela, os recursos totais para a área chega a R$ 21 bilhões. "Estamos construindo, renovando 2.257 quilômetros de vias para transporte em todo o País. E o governo vai investir R$ 140 bilhões em mobilidade urbana no total.

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