'Idosos passaram mal. Houve discussão'

"O avião já seguia para a cabeceira da pista, estávamos prontos para a decolagem, por volta das 13h, já com alguns minutos de atraso. De repente, fomos avisados de que teríamos de aguardar: o céu estava preto no caminho para Belo Horizonte, embora lá fizesse sol - e não chovesse em São Paulo naquele momento.

O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2012 | 03h04

O primeiro problema foi encontrar um lugar para esperar no pátio. Não havia mais posições de estacionamento disponíveis em Cumbica, porque a essa altura diversos voos também estavam no aguardo. Foi quando o comandante nos informou que nem com tempo bom decolaríamos de imediato: éramos a 26.ª aeronave na fila para decolar. Sem previsão, ele avisou que nos daria notícia de "25 em 25 minutos". Em um desses boletins, avisou que, na melhor das hipóteses, teríamos um atraso de 4 horas.

Fechados dentro do avião, "espremidos" nas cadeiras, idosos começaram a passar mal. Precisaram sair da aeronave para tomar ar fresco. Outras pessoas levantaram das cadeiras, algumas nervosas, alteradas. Houve muita discussão com as comissárias de bordo, que não podiam fazer muita coisa a não ser esperar.

Um rapaz do meu lado, que ainda se recuperava de uma operação recente no estômago, alegava que não podia passar todo aquele tempo sem comer nem beber. Ele também não teve muita sorte: em voos curtos como São Paulo-Belo Horizonte, de apenas 1h, a refeição é barra de cereal ou amendoim, sempre. No nosso caso, só tinha amendoim. Foi o que comemos.

Só conseguimos embarcar às 16h13. Às 17h30, descemos finalmente em Belo Horizonte."

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