Idosos, crianças e doentes são os mais vulneráveis, explica especialista

Gustavo Prado, pneumologista do Icesp e do Incor, responde cinco perguntas sobre o metano, gás que ameaça área na zona norte de São Paulo

03 Março 2013 | 20h06

Escola desativada na zona norte da capital paulista virou ocupação de sem-teto. Leia abaixo a explicação do especialista Gustavo Prado sobre os riscos para a população no local:

 

Qual é a consequência do gás metano no organismo?

 

Não é tóxico. O que acontece é que, em local fechado com alta concentração, ele substitui outros gases e causa diminuição de oxigênio. Isso acontece em construções que são erguidas sobre aterros sanitários.

 

Quais são os sintomas?

 

Dor de cabeça, tontura, palpitações, sonolência ou desorientação.

 

Pode levar à asfixia?

 

Se houver alta concentração possivelmente, sim. Os outros riscos são da combustão.

 

Há algum grupo mais vulnerável?

 

Quem tem doenças respiratórias, cardiovasculares, idosos e crianças.

 

O metano tem cheiro?

 

Ele vem acompanhado de outros gases, como o sulfídrico, que tem cheiro de ovo podre.

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