Prefeitura de Limeira/Divulgação
Prefeitura de Limeira/Divulgação

Idosa tem mais de 20 caminhões de lixo dentro de casa em SP

Prefeitura de Limeira teve de usar uma retroescavadeira e derrubar um muro da residência para recolher os entulhos e resíduos sólidos

Rene Moreira, Especial para O Estado

29 de outubro de 2014 | 14h42

FRANCA - A prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, está retirando mais de 20 caminhões de entulhos que estavam dentro da casa de uma idosa. A operação de limpeza começou na tarde desta terça-feira, 28, e deve continuar até a próxima quinta-feira, 30, na residência localizada na Vila Queiroz.

Há todo tipo de objeto amontoado no interior do local e, se não bastasse, na parte externa havia carros sucateados, pois no passado o imóvel também abrigou uma funilaria.

De acordo com a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, havia montanhas de tecido e de roupas, uma imensa quantidade de latas de tinta, pilhas de jornais e revistas, sofás, geladeiras, mais de 100 bolsas e panelas, entre outros. "Todo o material foi levado ao aterro municipal", afirmou.

A moradora da casa é uma mulher com mais de 70 anos que seria compulsiva por ficar guardando coisas. Os trabalhos são coordenados pelo Departamento de Vigilância Sanitária e contam com a colaboração de outros setores da prefeitura, como a Guarda Civil Municipal e a Defesa Civil.

Mosquito. Segundo os agentes de controle da dengue, por muitas vezes a moradora se recusou a recebê-los. A Vigilância Sanitária notificou e lavrou duas multas para limpeza da área. O diretor do órgão, Alexandre Ferrari, falou que, como não deu resultado, a Justiça então foi acionada e autorizou a limpeza do imóvel.

"O local apresentava risco iminente à saúde pública e de um incêndio", explicou. Os agentes encontraram na casa grande quantidade de recipientes com água parada, como garrafas, baldes e copos. Assistentes Sociais acompanharam a operação e o caso também foi encaminhado ao Conselho de Idoso que tomará providências.

A mulher contou que após o marido morrer, há cerca de três anos, passou a ter depressão e a sair pegando tudo o que achava pela frente.

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