Ideal é fazer um cronograma de bacias

Análise: Aluísio Canholi

ENGENHEIRO, EX-COORDENADOR DOS DOIS , PRIMEIROS PLANOS DE MACRODRENAGEM, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2011 | 03h01

Existem bacias na cidade que enchem todos os anos porque têm baixa capacidade de aguentar as chuvas. É o caso da Bacia do Anhangabaú, no centro, da Sumaré, na zona oeste, da Mooca, na zona leste, e do Ipiranga, na zona sul, só para citar alguns exemplos. Usando o termo técnico da engenharia, isso significa que o tempo de retorno (TR) dessas bacias é de um ano (ou menos).

Em vez de fazer investimentos concentrados que garantam a uma bacia hidrográfica alcançar o baixo risco de inundar uma vez a cada século, é mais interessante aumentar o tempo de retorno desses locais que sofrem todos os anos com as cheias.

Nos quase 15 anos desde que o Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê começou no Estado, constatamos que um tempo de retorno de 10 anos é um grau de segurança razoável. O custo-benefício de investir para alcançar 100 anos de tempo de retorno pode ser muito elevado e não compensar. O ideal é ter um cronograma que eleve o tempo de retorno das bacias mais sujeitas a chuvas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.