Luis Guarnieri/AE
Luis Guarnieri/AE

IC não diz velocidade de Porsche na hora do impacto no Itaim

A perícia do Instituto de Criminalística (IC) não conseguiu determinar a velocidade em que o Porsche dirigido pelo engenheiro Marcelo Malvio de Lima, de 36 anos, estava no momento em que ele bateu na Tucson da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28, que morreu na hora. Os peritos determinaram apenas que, cerca de 30 metros antes, o advogado passou na frente de uma câmera que filmou seu carro a 116 km/h - e ainda assim com uma margem de erro de 20 km/h para mais ou para menos.

MARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2011 | 03h01

"Estamos muito descontentes com esse laudo. Vamos buscar, em uma nova perícia, determinar a velocidade do Porsche na hora do impacto", afirmou o delegado Paul Henry Verduraz, titular do 15º Distrito Policial (Itaim-Bibi). Foi na área da delegacia, na esquina das Ruas Tabapuã com a Bandeira Paulista, na zona sul de São Paulo, que o acidente ocorreu no dia 9 de julho.

A análise dos peritos para determinar a velocidade de 116 km/h foi feita com base no trajeto entre o ponto em que o advogado Lima estava parado - um semáforo - até a câmera. Para o delegado, o caráter parcialmente inconclusivo do laudo não derruba a acusação de homicídio contra o advogado. "A Companhia de Engenharia de Tráfego nos informou que a velocidade máxima permitida na Rua Tabapuã é de 40 km/h. Assim, ele (Lima) estava de duas a quatro vezes mais rápido do que o permitido", afirmou. Antes da perícia, suspeitava-se que o advogado estivesse a 150 km/h no momento do impacto com a Tucson. A defesa de Lima alega que ele não teve a intenção de provocar o acidente e que ele sinceramente não desejava o seu resultado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.