Taba Benedicto/Estadão
Taba Benedicto/Estadão

Ibirapuera e outros 69 parques reabrem em SP na segunda; veja lista

Espaços funcionarão em horário restrito e com acesso controlado para até 40% da capacidade; academias de ginástica também poderão retornar no dia 13

Priscila Mengue, Isaac de Oliveira e Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 11h41

Setenta parques municipais da cidade de São Paulo reabrirão a partir desta segunda-feira, 13. Os parques funcionarão em horário restrito e apenas em dias úteis, com acesso fechado a bebedouros, espaços de esportes coletivos, equipamentos de ginástica e parquinhos infantis, além da proibição de atividades em grupo. A decisão de não abrir nos sábados e domingos tem o objetivo de evitar aglomerações, segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB).

Ao todo, são 59 parques urbanos e lineares (que ficam nas margens de cursos d'água), cinco parques naturais e seis áreas de preservação. Os parques do Ibirapuera, na zona sul, e do Carmo, na zona leste, funcionarão entre as 6 horas e as 16 horas. Já os demais 57 parques urbanos e lineares abrirão entre as 10 horas e as 16 horas, cuja lista inclui os parques Buenos Aires e Jardim da Luz, no centro expandido, e Aclimação, na zona sul.

No caso dos Parques Naturais Municipais (PNMs), a visitação ocorrerá uma vez por semana, com agendamento. A distribuição é da seguinte forma: Jaceguava (segunda-feira), Itaim (terça-feira), Fazenda do Carmo (terça-feira), Varginha (quarta-feira) e Bororé (quinta-feira).

A flexibilização ainda abrange seis áreas de preservação, que receberão apenas visitas agendadas e para "fins de pesquisa". São elas: Cratera de Colônia, Reserva do Morumbi, Quississana, Ecológico de Campo Cerrado Alfred Ústeri, Savoy City e Altos da Baronesa. Dentre os parques que seguem fechados, estão o Trianon e o Mário Covas, na Avenida Paulista, e a Casa Modernista, na zona sul.

A gestão municipal realizará controle na entrada dos parques para garantir até 40% da capacidade de ocupação, com menor número de acessos abertos. Nas unidades que têm gramados, está previsto um projeto para marcação de distanciamento social no chão. 

O uso de máscaras será obrigatório. Os banheiros permanecerão abertos, com sabão líquido à disposição. Além disso, os permissionários dos parques poderão reabrir seus negócios, como lanchonetes e restaurantes, desde que "respeitado os seus protocolos de atendimento”, conforme destacou Covas. O decreto de reabertura será publicado no Diário Oficial Cidade de São Paulo desta sexta-feira, 10. 

A decisão não abrange o programa Ruas Abertas, que inclui a Paulista Aberta, e o Parque Minhocão. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 9. 

"Quando os parques forem reabertos aos finais de semana, nós vamos retomar a atividade da Paulista e do Parque Minhocão. Mas, nesse momento, são atividades que geram muita aglomeração, com vários  pontos de entrada e, portanto, o controle da quantidade de pessoas é muito mais difícil de fazer do que um parque. Quando for o momento e se for possível esse tipo de aglomeração, eles voltarão a funcionar. Mas, nesse instante, ainda continuam fechados", justificou Covas.

A cidade de São Paulo tem 108 parques municipais. Com o fechamento por causa da pandemia do novo coronavírus, em 21 de março, parte dos frequentadores passou a praticar atividades físicas nos espaços abertos e no entorno das áreas verdes.

A reabertura dos parques estaduais também é discutida pelo Centro de Contingência Contra a Covid-19, criado pelo governador João Doria (PSDB).  Parte deles também está localizada na capital paulista, como os parques Villa-Lobos e da Água Branca, ambos na zona oeste, Cantareira e da Juventude, na zona norte, dentre outros.

Academias de ginástica e empresas de audiovisual também poderão reabrir nesta segunda

Covas também anunciou que as academias de ginástica e empresas de audiovisual (como de propaganda, por exemplo) poderão retomar atividades presenciais na segunda-feira, 13. O protocolo de retomada será assinado nesta sexta-feira, 10, pelo prefeito e representantes dos setores. "Estamos ainda fechando esses dois protocolos com esses dois setores. Até amanhã, teremos a minuto final com todas as regras que eles deverão observar", declarou Covas.

A reabertura desses espaços foi liberada pelo Governo do Estado, na semana passada, para municípios das regiões na fase 3 (amarela) do Plano São Paulo. Segundo as regras estaduais, as academias terão de respeitar um limite de ocupação 30% da capacidade de público, um horário de funcionamento de seis horas diárias, com acesso apenas por meio de agendamento prévio, e suspensão de atividades em grupo e do uso dos vestiários. Serão permitidas apenas aulas e práticas individuais e os equipamentos precisam ser higienizados três vezes ao dia. Estão suspensos o uso de chuveiros, com isso alunos não poderão tomar banho no local. 

Críticas.

Para Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas e da Sociedade Brasileira de Infectologia, reabrir parques, por serem ambientes abertos, pode ser positivo. “As pessoas não aguentam mais ficar em casa e há o aspecto da saúde mental.” Mas tem ressalvas sobre as academias, por serem locais fechados. Além disso, explica, durante exercícios as pessoas respiram com mais intensidade, dispersando partículas.

Domingos Alves, da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto, vê a reabertura na capital como um “tiro no pé”. Para ele, o número de casos deve aumentar com a flexibilização. “Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é um perigo fazer exercícios, suar e usar máscara, porque a máscara retém mais vírus e bactérias. Mesmo no parque, há aglomeração. Não chegamos a patamares sustentáveis para esse plano de abertura”, diz ele, que também se preocupa com a conexão entre capital e região metropolitana.

Secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido afirmou ontem que a taxa média de crescimento diário de novos casos na capital tem caído desde a semana de 23 de maio. Naquela semana, a taxa foi 3,7% menor que na semana anterior. Com o decorrer das semanas, diz, a desaceleração aumentou, coincidindo com a reabertura. Nesta semana, entre 4 e 7 de julho, a taxa de novos casos foi 1,2% maior que na semana anterior.

Anteontem, a capital confirmou mais 98 óbitos pela doença, totalizando 7.987 mortes confirmadas. A taxa de ocupação de UTIs era de 55% ontem.

 

Veja lista dos parques que irão reabrir

Jardim da Luz;

Aclimação;

Independência:

Buenos Aires:

Ibirapuera;

Cemucam;

Alfredo Volpi;

Carmo;

Piqueri;

Vila dos Remédios;

Anhanguera;

São Domingos;

Raposo Tavares;

Lions Clube Tucuruvi;

Raul Seixas;

Santa Amélia;

Burle Marx;

Eucaliptos;

Chácara das Flores;

Tiquatira – Eng. Werner Zulauf;

Ipiranguinha;

Trote;

Parelheiros;

Povo – Mario Pimenta Camargo;

Vila Prudente – Ecológico Prof. Lydia Natalízio Diogo;

Rapadura;

Itaim;

Fogo;

São José;

Sapé;

Água Vermelha;

Aricanduva:

Vila do Rodeio:

Consciência Negra:

Jardim Sapopemba;

Sena:

Ten. Brig. Faria Lima:

Juliana de Carvalho Torres – Cohab Raposo Tavares;

Zilda Arns;

Lajeado – Izaura Pereira Franzolin;

Canivete;

M’Boi Mirim;

Barragem de Guarapiranga;

Ciência;

Mongaguá;

Rio Verde;

Ribeirão Caulim;

Ribeirão Cocaia;

Cantinho do Céu;

Sete Campos;

Jardim Prainha;

Guabirobeira – Mombaça;

Jardim da Conquista;

Ribeirão Oratório;

Sapopemba (Aterro);

Feitiço da Vila;

Chácara do Jockey;

Jardim das Perdizes;

Parque Nair Bello (que será entregue nos próximos dias);

PNMs Jaceguava;

Itaim; 

Fazenda do Carmo;

Varginha;

Bororé;

PNM Cratera de Colônia;

Reserva do Morumbi;

Quississana;

Ecológico de Campo Cerrado Alfred Ústeri;

Savoy City;

Altos da Baronesa.

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