Hotel com vista para um mar. De gente

Ganhadores de uma promoção se hospedam em quartos de casal com isolamento acústico na Rock Street

ROBERTA PENNAFORT / RIO, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2011 | 03h02

Hotel inflacionado, ônibus lotado, engarrafamento. Nada disso foi preocupação para o sorocabano Josenilson Silva Coelho, 36 anos, que trouxe a filha Ana Flavia, de 15, para dançar com Rihanna e Katy Perry na abertura do Rock in Rio, na noite de sexta. Sabe aquele desejo de ser teletransportado direto de um show para sua cama? Foi mais ou menos o que aconteceu. O quarto estava a poucos metros do Palco Mundo, em um predinho vermelho no começo da Rock Street.

O advogado e a menina foram os primeiros hóspedes do hotel instalado por uma empresa de telefonia patrocinadora do Rock in Rio. No sábado, os noivos que se casaram no coreto da Rock Street e um casal de padrinhos foram convidados a pernoitar também. Ganhadores de uma promoção, Josenilson e Ana tiveram passagens aéreas, translado e ingressos pagos pela empresa. Mas o melhor mesmo, além do conforto de ir a pé para 'casa' de madrugada e do café da manhã tendo a Cidade do Rock vazia à sua frente, foi assistir da varandinha do camarote à consagração de um conterrâneo na apresentação de Katy, lembra a garota, que agora não para de tirar onda com as amigas.

"Não acreditei quando o Julio subiu no palco e falou que era de Sorocaba! E depois a Katy gritou 'So-ro-ca-ba'! Ele virou celebridade. As pessoas dizem que a cidade é parada, mas estamos famosos", disse a empolgada Ana, que deu entrevista ontem, por telefone, já de volta à vida pacata. O pai entrega que ela preferia um show do Exaltasamba. Por sua vez, a garota, que não conseguiu ficar acordada para ver Rihanna até o fim, achou a experiência de ser moradora da Cidade do Rock inesquecível. "É difícil acontecer de novo. Foi demais não ficar no meio do povão, ter tratamento diferente. Todo mundo aqui ficou com inveja."

Os seis quartos do hotel tratado com isolamento acústico em seus três andares têm vista para o gramado artificial e o palco principal. Ao todo, são 18 metros quadrados. O hotel tem cama de casal e é feito com contêineres. Pela TV, se o hóspede preferir relaxar as pernas, é possível acompanhar a cobertura do festival. O banheiro dá de frente para a roda-gigante. A permanência é das 14 horas ao meio-dia do dia seguinte, quando é possível observar eventuais passagens de som.

Josenilson aproveitou para tirar fotos com Dinho Ouro Preto e comprar camisetas nas lojas oficiais. Empolgou-se tanto que foram quase R$ 600 de gastos não previstos.

"Nunca tinha sido VIP e não viria se não fosse nesse esquema, não teria disposição", contou. "Quando eu soube do Rock in Rio, achei que fosse como o Roberto Carlos na Praia de Copacabana. Não sabia que teria essa estrutura toda. Agora quero voltar para conhecer Ipanema."

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