Hotéis de luxo disputam espaço em praias do Rio

Emiliano comprou por R$ 40 milhões área em Copacabana e Hilton já iniciou obras na Barra; prefeitura analisa 111 projetos de empreendimentos

ANTONIO PITA , LUCIANA NUNES LEAL / RIO, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2012 | 02h01

Após seis meses de negociações, o Hotel Emiliano, referência de luxo em São Paulo, selou sua chegada ao superaquecido mercado hoteleiro do Rio de Janeiro. Com investimento de R$ 40 milhões apenas para a compra do terreno na Praia de Copacabana, na zona sul, o empreendimento entra na briga por uma fatia do setor na cidade.

E não é o único. A Rede Hilton já iniciou suas obras na Barra da Tijuca, zona oeste, e outros 111 projetos de hotéis estão sob análise na prefeitura, a maior parte já em construção. Sem grandes investimentos por 30 anos, o setor corre para aproveitar incentivos e entregar as unidades a tempo da Olimpíada, em 2016.

O negócio milionário do Emiliano foi fechado na sexta-feira. O hotel adquiriu o imóvel de mil m² que abrigou o Consulado da Áustria em um leilão bastante disputado. A rede chegará ao Rio em 2015, em um prédio de até 13 andares. "Sempre quisemos ir ao Rio, é um ícone do País que está renascendo. Vamos oferecer um serviço à altura, com conceito de alto luxo que a cidade merece", afirmou o proprietário do Emiliano, o empresário Carlos Alberto Filgueiras.

O hotel é um dos poucos novos na zona sul, que abriga os principais cartões-postais da cidade e atrativos turísticos. Apenas um terço dos novos leitos da cidade - um total de 9 mil já aprovados pela prefeitura - será na região. A escassez de terrenos, o alto preço dos imóveis e o forte adensamento hoteleiro dificultam novos investimentos.

Os demais quartos, 56% do total já aprovado pela prefeitura, concentram-se na Barra da Tijuca, apesar de o bairro não ter apelo turístico, de negócios ou lazer e sua rede de transporte público ser deficiente. "A oferta de hotéis está indo para onde não tem demanda. O crescimento na Barra não vai ser suficiente para suportar o aumento da oferta de leitos", afirma o analista do mercado hoteleiro Cristiano Vasques, da consultoria HotelInvest. Gerenciar o impacto dos empreendimentos será um desafio para o bairro.

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