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Hospital Evangélico tem 300 mortes sob análise

Auditor do Ministério da Saúde investiga outros 20 casos

O Estado de S.Paulo,

25 Março 2013 | 02h06

O número de mortes induzidas por ordem da médica Virgínia Soares de Souza, de 56 anos, ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, pode ser maior do que as sete investigadas. O médico Mário Lobato, auditor do Ministério da Saúde e coordenador da sindicância aberta no Hospital Evangélico, disse neste domingo em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que a sindicância identificou cerca de 20 falecimentos semelhantes aos citados na denúncia. "São mais de 20 casos fechados e nós já temos quase 300 para concluir", afirmou.

Ainda segundo o médico Mário Lobato, a equipe analisa 1.700 prontuários dos últimos sete anos e também as provas do processo. "O depoimento das pessoas que trabalhavam lá dentro confere totalmente com os prontuários que foram analisados", revelou.

De acordo com o Ministério Público, pacientes internados na UTI foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Além da médica Virgínia Soares de Souza, outras sete pessoas foram acusadas e cinco chegaram a ser presas.

A médica, que ficou um mês detida, foi a última a conquistar a liberdade, uma vez que teve a prisão temporária decretada. Ela, no entanto, responderá ao processo em liberdade. Conforme determinado pela Justiça, o caso tramita sob segredo judicial.

Além da médica Virgínia, o MP também denunciou por homicídio qualificado e formação de quadrilha os médicos Edison Anselmo da Silva Júnior, Maria Israela Cortez Boccato e Anderson de Freitas; e as enfermeiras Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro e Laís da Rosa Groff.

Virgínia foi presa no dia 19 de fevereiro, no Centro de Triagem, acusada de duplo homicídio qualificado e formação de quadrilha.

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