Hospital divulga resultado preliminar de exame de tripulante morta em Santos

Exames apontaram que garçonete tinha o vírus da gripe e não há risco de surto

Solange Spigliatti,

20 de fevereiro de 2012 | 16h15

SÃO PAULO - O Hospital Ana Costa, em Santos, no litoral sul de São Paulo divulgou na tarde desta segunda-feira, 20, resultado preliminar do exame da secreção respiratória realizado na paciente Fabiana dos Santos Pasquarelli, de 30 anos, morta na última sexta-feira, 17.

Fabiana, que trabalhava como garçonete no navio MSC Armonia, foi internada na quarta-feira, 15, com sintomas respiratórios agudos, como gripe, tosse e febre. Segundo o hospital, os exames apontaram que Fabiana teve isolado o vírus influenza B, vírus de gripe de menor letalidade.

Em nota, o hospital garante que se trata de um vírus de menor impacto para causar pandemias e, portanto, "gostaríamos de salientar que a população deva sentir-se tranquila, pois o risco de contágio por este vírus fica circunscrito a um espaço físico restrito".

À exceção de Fabiana, cuja causa do óbito será elucidada em um exame necrológico ainda em elaboração, todos os demais pacientes atendidos tiveram uma evolução favorável, de acordo com a nota.

Os laudos definitivos e todas as demais medidas cabíveis serão conduzidas pelas autoridades sanitárias e pelo Ministério da Saúde, segundo a nota, que diz que o Hospital Ana Costa permanece à disposição "para atendimento de seus clientes e outros esclarecimentos que se façam necessários".

Abaixo a íntegra da nota:

Santos, 20 de fevereiro de 2012

Considerando a grande repercussão e preocupação desencadeada pelo surto de doença respiratória aguda envolvendo passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro, atendidos no Hospital Ana Costa de Santos, comunicamos que o resultado preliminar do exame da secreção respiratória realizado na paciente Fabiana dos Santos Pasquarelli, que faleceu, teve como isolado o vírus influenza B. Trata-se de um vírus de menor impacto para causar pandemias e, portanto, gostaríamos de salientar que a população deva sentir-se tranquila, pois o risco de contágio por este vírus fica circunscrito a um espaço físico restrito. À exceção de Fabiana, cuja causa do óbito será elucidada em um exame necrológico ainda em elaboração, todos os demais pacientes atendidos tiveram uma evolução favorável.

Agradecemos o empenho de todos os técnicos envolvidos na diagnose, contenção e terapia dos casos e agradecemos, em especial, ao empenho da equipe do Ministério da Saúde que, por meio da assessoria direta do Ministro Alexandre Padilha, atuou de forma decisiva para que o processo de diagnose fosse acelerado.

Salientamos que os laudos definitivos e todas as demais medidas cabíveis em uma situação como essa serão conduzidas pelas autoridades sanitárias e pelo Ministério da Saúde e que o Hospital Ana Costa permanece atendo e à disposição para atendimento de seus clientes e outros esclarecimentos que se façam necessários.

Hospital Ana Costa

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