NILTON FUKUDA/ESTADÃO - 30/03/2017
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Hospital de Brasilândia terá obra retomada após 5 meses de paralisação

Serviço na zona norte foi interrompido em março; expectativa é abrir ao menos o pronto-socorro da nova unidade no primeiro semestre do ano que vem

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

16 Agosto 2017 | 03h00

SÃO PAULO - Após cinco meses de paralisação, a Prefeitura retoma nesta quarta-feira, 16, as obras do Hospital de Brasilândia, na zona norte de São Paulo, com a expectativa de abrir ao menos o pronto-socorro da nova unidade no primeiro semestre do ano que vem. 

As obras haviam parado em março. Na época, a gestão João Doria (PSDB) argumentou que era preciso fazer ajustes no projeto e no financiamento do centro médico, para reduzir custos. Agora, os recursos para financiar a conclusão do projeto vêm da venda de um terreno da Prefeitura que pertencia ao Hospital São Camilo, na zona norte paulistana.

Segundo a Prefeitura, a revisão do projeto resultou em uma diminuição do custo total da obra, que anteriormente era de R$ 250 milhões, para R$ 230 milhões. Também permitiu aumentar de 250 para 300 o número de leitos que serão abertos ao público na nova unidade.

Brasilândia é um dos dois hospitais em construção na cidade. O outro é em Parelheiros, no extremo sul da capital, que chegou a ter obras paralisadas neste ano - a Secretaria Municipal da Saúde afirma que os serviços já foram retomados e, ali, a entrega vai ocorrer até dezembro. Em Parelheiros são 255 leitos, a um custo total de R$ 145 milhões. As duas obras contavam com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que nunca chegaram aos cofres municipais. 

Ambas as unidades tiveram os serviços interrompidos quando mais de 60% das obras estavam concluídas. A suspensão chegou a ser criticada, nos bastidores, até pela base do prefeito na Câmara Municipal. Ela ocorreu em meio ao anúncio de redução dos investimentos na cidade, sob justificativa da queda de arrecadação advinda da crise financeira que atinge o País. 

A entrega dos hospitais chegou a ficar de fora do Plano de Metas da gestão Doria - não constava na primeira versão do texto. Após as audiências públicas para a discussão das propostas, entretanto, as duas unidades foram discriminadas no texto final, apresentado à Câmara Municipal em junho. 

A Prefeitura chegou a negociar um empréstimo internacional, de US$ 100 milhões (cerca de R$ 320 milhões) para retomar as obras dos dois hospitais herdados por sua gestão do governo anterior, de Fernando Haddad (PT), com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O empréstimo ainda aguarda autorização da União para ser viabilizado. 

Energia solar. Em recente visita à China, uma das empresas visitadas pelo prefeito se comprometeu a fazer doação de placas de energia solar para abastecer as duas unidades, na Brasilândia e em Parelheiros. 

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