Hospitais atenderam 17 feridos em confronto entre polícias

Clima entre os familiares de pacientes do hospital é de revolta; coronel e repórteres estão entre os feridos

Agência Estado,

16 de outubro de 2008 | 18h07

Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas no confronto entre policiais militares e civis na tarde desta quinta-feira, 16, na região do Morumbi, em São Paulo. O Hospital Israelita Albert Einstein informou que atendeu, até às 18 horas, 12 feridos. Cinco pessoas feridas foram encaminhadas ao Hospital São Luis, também no Morumbi. cinco policiais civis foram antendidos com ferimentos e tiveram alta em seguida.   Veja também: Policiais civis e militares entram em confronto no Morumbi Serra culpa CUT e PT por confronto entre polícias Força Sindical repudia confronto entre PM e Polícia Civil  Não acompanho 'detalhe', afirmou Serra Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'   Sem acordo, greve completa um mês  Todas as notícias sobre a greve      Entre os feridos atendidos no hospital Albert Einstein está o coronel Antão, um dos negociadores da greve. Além dele, ficaram feridos pelo menos dois repórteres. Segundo o hospital, o quadro de saúde dos pacientes é estável e uma das vítimas já foi liberada.    O clima entre os pacientes internados no hospital era de revolta. Familiares dos pacientes reclamavam do clima na região e do forte cheiro de gás lacrimogêneo e a confusão nas imediações do hospital.   Conflito    Policiais militares e civis entraram em conflito por volta das 16 horas desta quinta-feira, 16, durante o protesto dos civis, que estão em greve há um mês. O confronto começou quando a PM barrou a passagem de uma passeata dos policiais civis rumo ao Palácio do Bandeirantes, sede do governo estadual. Houve tiroteio e algumas pessoas saíram feridas, entre elas o coronel Antão, um dos negociadores da greve, que foi levado ao Hospital Albert Einstein.   Alguns dos feridos foram levados Einstein, perto do palácio, e outros ao Hospital São Luís, também próximo ao local do confronto. A assessoria de comunicação do hospital não revelou o estado de saúde deles. Segundo o deputado estadual Roberto Felício (PT), que estava no carro de som dos manifestantes, eles teriam se exaltado quando receberam a notícia que não seriam recebidos pelo governador José Serra (PSDB) para negociar a greve. Serra estava no palácio desde o início da tarde, conforme a assessoria de comunicação do palácio.

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