Horário de verão vai durar 119 dias e economizar R$ 280 milhões

Medida é importante porque País está usando mais energia térmica; hidrelétricas foram afetadas pela seca

FERNANDA NUNES / RIO, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2012 | 03h03

O horário de verão, que começa oficialmente à meia-noite de sábado, vai resultar em uma economia maior de energia neste ano. Serão R$ 280 milhões, ante os R$ 130 milhões registrados no ano anterior. Os relógios devem ficar adiantados em uma hora até 17 de fevereiro de 2013. A mudança permitirá economia de 4% a 5% da demanda no horário de pico, entre 18h e 21h, nos 119 dias em que haverá alteração.

A novidade deste ano é a inclusão de Tocantins. A Bahia chegou a anunciar sua entrada, mas desistiu da medida.

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, o horário de verão diminui custos de operação e reduz o valor pago pela energia - embora o consumidor não note isso diretamente em sua conta. Se, por um lado, a medida significa economia direta na conta de luz, ao longo do ano o bolso dele vem sendo onerado pela energia térmica que consome (sobretudo nos horários de pico), mais cara que a hidrelétrica.

Hidrelétrica versus térmica. A previsão do ONS é de que serão gastos com a geração térmica no País neste ano mais do que o R$ 1,4 bilhão de 2011. Desta vez, além de acionar um número maior de térmicas a gás por mais vezes, para compensar a queda da produção hidrelétrica com a seca, o preço da energia térmica também está mais caro.

E a situação dos reservatórios piorou nos últimos 15 dias, segundo informou o diretor-geral do ONS. O cenário é mais crítico na Região Nordeste, onde o nível médio está em 38,1%, próximo ao limite de captação, de 33%.

Atualmente, o nível médio dos reservatórios no País está na casa dos 40%, patamar inferior ao dos últimos quatro anos. No Sul, 39,4% dos reservatórios estão cheios; no Sudeste, o nível é de 42,5%; no Norte, de 47,2%.

A posição de Chipp, no entanto, é de otimismo diante da chegada do período de chuva neste fim de ano. "Independentemente de chover, haverá economia com o horário de verão." Ele ressaltou que os recentes cortes do fornecimento de energia nas subestações de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Imperatriz, no Maranhão, ocorreram por falha no sistema de proteção dos equipamentos, não por sobrecarga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.