Horário de verão começa amanhã à meia-noite

Companhias aéreas vão seguir horário adiantado, enquanto ônibus não terão mudanças e vão circular até 2h30 em SP

Leonardo Goy e Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2010 | 00h00

O horário de verão começa amanhã e deverá proporcionar uma redução de cerca de 5% no consumo de energia elétrica nos momentos de pico de demanda no Sudeste, Centro-Oeste e Sul do País. A estimativa foi feita ontem pelo secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. À meia-noite deste sábado, os moradores dessas regiões terão de adiantar os relógios em uma hora. A medida vai valer até zero hora do dia 20 de fevereiro de 2011.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que as companhias aéreas vão seguir o horário de verão desde a hora da virada, mas recomenda aos passageiros que procurem as empresas em caso de dúvida.

A SPTrans informou que todas as linhas de ônibus da capital farão o mesmo número de viagens. As 60 linhas que rodam 24 horas não têm mudanças. Já ônibus que param de madrugada terão horário normal mantido até 1h30 (2h30 no horário de verão), e voltarão a rodar às 3h30 do horário de verão. O Metrô divulgará hoje como vai operar.

Expectativa. Segundo o secretário de Energia Elétrica, esse porcentual de redução de 5% na demanda é o mesmo dos anos anteriores. O principal objetivo do horário de verão é aliviar a carga entre 19h e 21h, período em que a maioria das pessoas chega em casa, toma banho e a iluminação pública é acionada. Como os relógios são adiantados em uma hora, esse pico do consumo é diluído, pois a luz natural do dia é aproveitada por mais tempo.

Segundo Grüdtner, no Sudeste e no Centro-Oeste a diminuição da demanda no horário de ponta será de 1.945 megawatts (MW), duas vezes o consumo de Brasília nesse horário. No Sul, a redução será de 585 MW. A redução geral do consumo, considerando todo o dia e não só o horário de pico, deve ser de 0,5%. A AES Eletropaulo, concessionária que atende 24 municípios de São Paulo, prevê redução de até 6% na demanda de energia, o que corresponde a 430 MW.

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