Hopi Hari: chance de falha humana é maior

Parque onde adolescente morreu passou ontem por nova perícia; para promotores, houve uma 'sucessão de falhas'

CAMILLA HADDAD, TATIANA FÁVARO / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2012 | 03h03

O perito Nelson Patrocínio da Silva, do Instituto de Criminalista de Campinas, disse ontem que "tudo caminha para uma falha humana" no acidente que matou a adolescente japonesa Gabriella Yukari Nichimura na sexta-feira, após a queda do elevador La Tour Eiffel, no parque Hopi Hari. "Fizemos vários testes no brinquedo e a parte eletromecânica estava funcionando bem."

Para Silva, se o equipamento de segurança estivesse travado, não teria se soltado durante a descida. O perito acredita que o problema pode estar ligado ao momento da liberação do brinquedo antes da subida. "O laudo final é que vai dizer."

A perícia feita ontem no parque de diversões foi acompanhada pelo delegado que preside o caso, Álvaro Santucci Noventa Junior, da Delegacia de Vinhedo. "Eu não queria adiantar nada, mas a meu ver é um pouco maior a porcentagem de falha humana do que a de falha do mecanismo." Segundo o delegado, nos próximos dias serão identificados e ouvidos operadores e outras pessoas que, de acordo com o delegado, "deveriam zelar melhor pela manutenção". Duas testemunhas depõem hoje.

Os pais da vítima, Silmara e Armando Nichimura, moram no Japão e passavam férias no Brasil. Eles também devem ser convocados. Em entrevista à TV Globo, eles disseram que notaram a falta de um cinto na cadeira de Gabriella. Silmara ainda percebeu a ausência de um fecho de segurança, mas o funcionário teria dito que não havia problema.

Para os promotores Rogério Sanches e Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, que trabalham com a hipótese de homicídio culposo, ficou clara uma sucessão de falhas. Em nota, o Hopi Hari reiterou sua cooperação integral com os órgãos de investigação e reafirmou seu "compromisso com a segurança dos visitantes".

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