Homicídios sobem 50% em novembro na cidade de SP

Número de casos chegou a 144 na capital no mês passado, com 170 vítimas. Em relação a outubro, índice registrou queda de 4%

Bruno Ribeiro, Juliana Deodoro e Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2012 | 20h43

O número de casos de homicídios registrados na capital paulista cresceu 50% no último mês, na comparação com novembro do ano passado. Em relação a outubro, o mês anterior, houve pequena redução de 4% - as ocorrências na cidade caíram de 150 para 144.

 

O total de vítimas assassinadas teve crescimento ainda maior: 71% de aumento. Ao todo, 170 pessoas foram mortas na capital no mês passado (a média foi de uma morte a cada cinco horas). Em novembro de 2011, 99 pessoas foram mortas.

 

Os números ainda são reflexo da guerra não declarada entre o crime organizado e as forças de segurança do Estado.

 

O número de mortes parou de crescer após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) trocar a chefia da Secretaria de Estado da Segurança Pública - saiu o promotor público Antonio Ferreira Pinto e entrou o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira.

 

Diferentemente do antigo secretário, Grella Vieira admitiu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estava por trás da onda de assassinatos contra policiais de folga e, entre outras medidas, desmontou uma central telefônica usada pela Polícia Militar para fazer escutas autorizadas pela Justiça. Nesse período, 25 pessoas morrerem em um único fim de semana na Grande São Paulo.

 

Os dados foram divulgados na tarde desta sexta-feira, 21. A reportagem solicitou entrevista com alguma autoridade da secretaria para comentar o crescimento, mas a informação foi de que ninguém daria satisfações sobre os dados.

 

Estado. No apanhado de todo o ano, de janeiro até novembro, os registros de homicídio subiram 31% em relação ao mesmo período de 2011 - foram 923 casos no ano passado e 1.212 neste ano. Nesse mesmo corte temporal, o número de pessoas assassinadas subiu ainda mais: 44% de aumento - de 969 para 1.327 vítimas.

 

Essa diferença é um indicativo do aumento de chacinas - ocorrências em que mais de três pessoas são mortas em um único caso. O governo do Estado não divulga as estatísticas de chacina.

 

Por outro lado, o crime que mais preocupa o cidadão - o latrocínio (tentativa de assalto que termina com a morte da vítima pelo ladrão) - ficou praticamente estável na capital. Houve registro de seis ocorrências no mês passado, contra sete em novembro do ano passado. Na comparação do mês passado com outubro, o mês anterior, o dado também ficou estável: seis registros em cada mês.

 

Já em todo o Estado esse crime também sofreu queda na comparação com o ano passado (redução de 13%). Mas houve aumento de 19% na comparação de novembro com outubro. Em novembro, 25 assaltos terminaram com a morte da vítima no Estado.

 

O número de roubos, no entanto, sofreu mais uma queda no ano passado. Na média, uma pessoa é assaltada a cada cinco minutos na cidade (foram 8.321 casos registrados). Mas o índice é 3,4% menor do que o registrado em novembro do ano passado e 6,1% inferior ao que foi divulgado no mês de outubro. Esses números não incluem o roubo a veículos, cujas estatísticas são divulgadas separadamente pela Secretaria Estado da Segurança Pública.

 

Estupros. Os crimes de estupro são outro índice que teve forte crescimento no Estado no mês passado, na comparação com novembro de 2011. O aumento é de 26%. Ao todo, houve 1.068 registros, contra 846 casos no ano passado. Na comparação com outubro deste ano, houve redução de 16%. Em outubro, foram 1.239 registros de estupro.

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