Homicídios seguem padrão parecido ao das epidemias

Análise: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2011 | 03h04

Em 1999, os sete Estados mais violentos tinham taxa média de homicídio quatro vezes maior que a dos 17 Estados menos violentos. Na última década, a situação se inverteu. A taxa dos Estados mais violentos ficou menor que a dos outros 17. Essa mudança revela traços do comportamento homicida que permitem classificá-lo como epidêmico.

Uma epidemia se caracteriza por infectar muita gente no início, alcançar um ponto de inflexão e depois reduzir a velocidade de contágio. Graficamente, é representada pela curva em forma de sino. O mesmo tem ocorrido com o comportamento homicida no Brasil.

Por motivos que diferem conforme o Estado, inicia-se um ciclo de assassinatos que rapidamente se dissemina, principalmente por causa dos ciclos de vingança. Em determinado momento, depois de anos de sofrimento e perdas, percebe-se que os homicídios prejudicam a todos, até os assassinos, que passam a correr riscos elevados de serem vingados. É quando a sociedade está madura para desenvolver políticas de redução de assassinatos.

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