Edson Lopes Jr.
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Homicídios, latrocínios e roubos caem no semestre no Estado; estupros sobem

Estatísticas divulgadas nesta quarta pela Secretaria da Segurança mostram ainda que crimes de furto subiram na capital

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2018 | 20h39

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo voltou a registrar redução nos seus indicadores de homicídio, latrocínio, roubo e furto, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública. Os números, relativos ao primeiro semestre de 2018 e comparados ao mesmo período do ano passado, mostram, no entanto, a nona alta consecutiva mensal de estupro, crime que acumula 15,7% de aumento no ano. 

No semestre, o registro de homicídios caiu 10%, de 1.662 casos para 1.495 nos seis primeiros meses de 2018. Já os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram queda de 33,5%, saindo de 205 casos e atingindo 135. A redução de roubos outros - categoria que inclui roubos a pedestres, comércio e residência, por exemplo - no período foi de 15%. Ainda assim, o Estado registra 760 crimes dessa natureza por dia. Já a redução nos furtos no semestre foi de 3%, com 254 mil casos de janeiro a junho. 

Por outro lado, os crimes de estupro somaram 6,1 mil registros no primeiro semestre, alta de 15,7%. É a 15.ª elevação mensal nos últimos 18 meses. Os crimes classificados como estupro de vulnerável representam a maioria dos registros. Dos 6,1 mil, 4,3 mil casos foram cometidos contra vulneráveis (menores, deficientes ou incapazes), e a alta foi ainda mais acentuada nesses casos: 23%. 

Na capital, o padrão se manteve. Homicídios (-3,9%), latrocínios (-50,6%) e roubos (-11,8%) tiveram queda. A diferença foi que na cidade os crimes de furto aumentaram 4,5%, com 102 mil registros em seis meses. O crime de estupro também teve alta, de 12,1% com 1,3 mil casos.

O que diz a Secretaria da Segurança

Em nota, a Secretaria da Segurança disse que diversas políticas de segurança "vêm sendo implementadas para que São Paulo apresentasse a menor taxa de homicídios do País, 7,11 casos para cada 100 mil habitantes, e fizesse com que os crimes contra o patrimônio também apresentassem redução significativa". Exemplos dessas políticas, segundo a pasta, são o sistema de informações criminais (Infocrim) e o Registro Digital de Ocorrências (RDO), que permitiram a criação de um mapa da criminalidade. 

Sobre a alta nos casos de estupro, a secretaria sustenta que 14% dos registros feitos em junho denunciaram crimes que aconteceram antes de 2017 e 20%, antes de maio deste ano. "As polícias Civil e Militar prenderam 795 pessoas por esse tipo de crime no Estado até maio. Os policiais de São Paulo contam, desde 2015, com o Banco de Perfis Genéticos, que até maio tinha 2.539 perfis inseridos no

sistema. A ferramenta permitiu que os números de coincidências em crimes sexuais duplicassem de 2017 para este ano, e possibilitou que um único criminoso fosse correlacionado em seis crimes de estupro cuja autoria era desconhecida", acrescentou.

Sobre o aumento dos furtos na capital, a secretaria informou que as polícias "desenvolvem ações". "Para coibir os roubos e furtos de celulares a SSP passou a incluir o IMEI nos registros dos BOs, para permitir o bloqueio das funções dos aparelhos. Além de impedir a reutilização dos celulares, a medida também resultou na criação de um banco de dados que auxilia a polícia a apreender telefones subtraídos."

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