Homicídios em casa crescem 61% em 10 anos

O número de mortes provocadas por armas de fogo em residências cresceu 61,44% entre 2000 e 2010, segundo o estudo Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2013 | 02h02

O estudo foi realizado com base nos dados do Sistema Único da Saúde (SUS). O Ipea conclui que o Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003, produziu "efeitos significativos" para diminuir as taxas de homicídio. Vinte microrregiões (locais com mais de 100 mil habitantes) foram analisadas. Nos locais identificados como os que têm mais armas nas mãos da população, a taxa média de homicídios foi de 53,3 por 100 mil habitantes em 2010. Nas 20 microrregiões identificadas como as que têm o menor número de armas, é de 7,2.

Estoque. Outro estudo apresentado pelo Ipea ontem mostra que o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002 e 2003 para 37 mil em 2008 e 2009. O estudo se baseia em informações das Pesquisas de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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