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Homicídios e latrocínios caem, mas estupros crescem em São Paulo

Secretaria da Segurança Pública atribui aumento dos casos de violência sexual às campanhas que incentivam a denunciar o crime

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2017 | 20h36

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo registrou, em outubro, redução na maioria dos indicadores de criminalidade, como homicídios, latrocínios, roubos em geral e roubos de carga. O único indicador a apresentar aumento foi o estupro, cuja quantidade de ocorrência cresceu 15%. Para a Secretaria da Segurança Pública, esse crescimento se deve a um maior estímulo ao registro desse tipo de crime.

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As estatísticas foram divulgadas nesta segunda-feira, 27, na sede da secretaria, no centro de São Paulo. Os casos de homicídio caíram 27,8% no mês, chegando a 246 casos, a menor quantidade para outubro desde 2001, quando a série histórica foi iniciada. A taxa por 100 mil habitantes desse tipo de crime no Estado chegou a 7,51.

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Os latrocínios, que tinham chegado a um patamar recorde nos últimos 14 anos, voltou a ter redução: de 37 registros em outubro do ano passado, caiu para 20. Na mesma comparação, os roubos em geral tiveram queda de 13,6%, passando de 27.756 crimes para 23.980. Segundo a secretaria, esse é o patamar mais baixo desde 2013. No ano passado, os roubos em geral haviam tido a maior quantidade registrada de toda a série histórica. 

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Após acumular 15 altas e ter tido a primeira queda no mês passado, os roubos de carga voltaram a cair: de 865 casos para 848. Caíram também os furtos (0,08%), roubos de veículo (21,2%) e furtos de veículo (0,14%). 

Estupro

O aumento nos casos de estupros aconteceu em todas as áreas do Estado. No total, foram cometidos 1.094 crimes dessa natureza em outubro deste ano ante 951 no mesmo mês do ano passado, alta de 15%.

Segundo o secretário de Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, parte do aumento pode ser explicado pelo estímulo ao registro da ocorrência a partir de campanhas, em particular uma em que chama atenção para ataques nos transportes públicos.

 

"Recentemente foi lançada uma campanha contra o assédio nos meios de transporte, e notamos um aumento significativo de 45% desde quando foi lançada essa campanha. Isso é sinal de que as mulheres, com razão, estão procurando noticiar esse tipo de prática para que a gente possa combater com eficiência e efetividade", disse Barbosa Filho. Segundo ele, o estímulo para o registro significa que há um bom tempo há "uma subnotificação desse tipo de comportamento". 

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