Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Homicídios e estupros aumentam no Estado de São Paulo

Número de mortes passou de 277 para 284 em janeiro deste ano; secretário diz que tendência continua sendo de queda

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2019 | 00h18
Atualizado 26 de fevereiro de 2019 | 15h10

SÃO PAULO - No primeiro mês do governo João Doria (PSDB), o número de homicídios e do total de estupros cresceu em relação à janeiro de 2018. Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registradas 284 vítimas de homicídio, um aumento de 2,5% em comparação com janeiro de 2018, quando foram registradas 277 ocorrências.

Já em relação os estupros, o registro é de 1.071 neste mês de janeiro, um aumento de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior - que registrou 1.034 casos (sendo que os casos de estupro de vulneráveis representou um aumento de mais de 10%).

Os furtos (exceto o de automóveis) cresceram 5,6% - passando de 42.622 em 2018 para 45.033 em janeiro de 2019. Os casos de lesão corporal também cresceram de 11.334 para 11.800, um aumento de aproximadamente 4%.

O secretário executivo da Segurança Pública, o coronel Álvaro Camilo, afirmou que, apesar do aumento de vítimas de homicídios dolosos em janeiro, a tendência continua de queda. “Essa variação é normal, mas não quer dizer uma tendência de reversão de queda. Claro, nenhuma morte é aceitável. Continuamos trabalhando para diminuir esses números”, disse.

Já em relação aos estupros, o general afirma que o aumento se deve ao número de notificações. “O aumento de notificação é uma tendência mundial. Na verdade, ele é um dado positivo. Com a Delegacia da Mulher e a delegacia eletrônica o número de denúncias aumentou. O que existia antes era uma subnotificação desse tipo de crime”.

Em relação aos furtos, Camilo também enxerga um aumento de notificações. “Hoje, você tem equipamentos eletrônicos menores e mais caros. Desse total, 24% refere-se ao furto de celulares. Entre outras providências, estamos trabalhando no combate à recepção desses produtos roubados”, disse. 

Por fim, o secretário atribuiu aos problemas econômicos do País o aumento no caso de lesões corporais. “Problemas na economia acabam refletindo na sociedade. Boa parte desses casos tem relação com o consumo exagerado do álcool. Quando a economia melhorar, esse indicador também será melhor."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.