Homicídios de PMs são denunciados há pelo menos 43 anos

ANÁLISE: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2013 | 02h02

Desde que a Força Pública virou PM, em 1969, casos de assassinatos praticados por maus policiais não pararam de crescer. Esses homens se organizavam para matar como se o extermínio fosse um instrumento eficiente de controle de roubos. Eram aplaudidos por parte da população, que rotulava os críticos como "defensores de bandidos". Nos últimos 43 anos, no entanto, a tolerância aos assassinatos dos PMs só produziu mais violência. Justiceiros e gangues de matadores cresceram nos anos 1990, criando uma cultura de mata-mata que fez com que São Paulo alcançasse em 1999 taxas de homicídios semelhantes às do Iraque em guerra. Já os policiais homicidas passaram a coordenar atividades criminosas rentáveis, matando concorrentes no crime.

O fortalecimento de grupos de extermínio da PM em Guarulhos é um sinal de que a desordem pode voltar a crescer no município. No primeiro bimestre deste ano, os casos de homicídios na cidade já aumentaram 48% em relação ao ano passado. Parte da população, que continua aplaudindo a violência criminosa dos policiais, não percebe que apoiam, na verdade, os atuais ou futuros integrantes das quadrilhas mais perigosas e ousadas do universo do crime paulista.

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