Homenagem reúne 5 mil no Ibirapuera

Para ex-combatentes que participaram de desfile, a Revolução de 32 foi o maior movimento cívico já visto no País

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

Foi a primeira vez em 5 e 2 anos de vida que as netas de Costabile Martucelli não desfilaram em carro aberto no aniversário da Revolução Constitucionalista de 32, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O avô, ex-combatente, morreu antes que pudesse comemorar o 9 de Julho. Restou às meninas seguirem no colo da mãe, Renata Martucelli, o desfile que homenageou os mais de 800 soldados mortos na batalha de 78 anos atrás.

Perto delas, o governador Alberto Goldman, a prefeita em exercício de São Paulo, Alda Marco Antônio, e o secretário estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, assistiam à solenidade. Bandeirinhas de São Paulo em punho, 5 mil pessoas participaram da celebração, segundo estimativa da PM.

Enfrentando o sol e o calor de 25°C da manhã de ontem, alguns dos 55 veteranos sobreviventes aplaudiam a passagem das urnas dos colegas. Um deles, o cabo-enfermeiro Jorge Michalany, de 94 anos, recebeu simbolicamente o comando do Exército Constitucionalista . Chorou com a homenagem. "Tive a honra de participar do único movimento revolucionário do Brasil comparável à Revolução Francesa", afirmou.

Com o paletó cheio de medalhas e de condecorações, o capitão Gino Struffaldi, de 96 anos, disse que o 9 de Julho representa "a memória do maior movimento cívico do Brasil de todos os tempos". Os veteranos desfilaram para a entrada das Forças Armadas.

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