Homem tentou segurar a filha, mas ela escorregou

"Ele disse que ainda tentou salvar a filha, segurando pela mão, mas não conseguiu. Caiu por seis andares e disse que tudo parecia um sonho", disse o pastor Reginald Costa, de 58 anos, sobre o metalúrgico José Fabrício Oliveira Moraes, de 37, pai de Júlia Moraes, de 3, que morreu no desabamento.

O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h03

"Ele está todo picotado, cheio de ferimentos pelos estilhaços de vidro e do restante dos escombros", disse o pastor. Internado na capital paulista, o metalúrgico estava bastante ferido, mas não corria risco de morte.

Júlia faria 4 anos no dia 19. Na noite de ontem, a mãe da menina, a professora Francisca Kelly Oliveira Moraes, de 31 anos, passava por uma consulta médica na sala 64 enquanto a criança aguarda na recepção com o pai. Foi justamente ali que o piso se rompeu, jogando os dois e, possivelmente, a enfermeira Patrícia Lima, de 26 anos, para baixo.

Luto. O velório da menina foi na tarde de ontem, na Igreja Batista da Borda do Campo, no bairro Nova Petrópolis, a pouco mais de 1 quilômetro do Edifício Senador. O corpo foi enterrado por volta das 16h, no Cemitério Jardim das Colinas, na mesma cidade. Dezenas de pessoas se reuniram no local.

Os pais de Júlia são de Várzea Alegre, no interior do Ceará, mas os dois viviam juntos há pelo menos oito anos no Parque Veneza, em São Bernardo do Campo.

Escola. Professora de Júlia havia duas semanas, Sonia Regina Rodrigues de Castilho, de 45 anos, descreveu a menina como "doce", mas "espevitada". "Tem uma colega dela que é alta, e Júlia sempre gritava 'ô, pirulito'. Ela se enturmou com todos", conta Sonia.

Segundo a professora, todos ficaram sabendo da morte da menina por volta das 10 horas de ontem. "As crianças pegaram o estojo dela e perguntaram se ela não iria voltar. Perder um aluno é como perder um filho." / W.C.

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