Tabloide do Litoral/Itanhaém
Tabloide do Litoral/Itanhaém

Homem que foi amarrado por estupro já havia atacado outra mulher

Em 2014, Jefferson da Silva teria estuprado uma mulher de 39 anos; segundo testemunhas, o acusado foi agredido enquanto estava imobilizado

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2016 | 19h03

SOROCABA - O pedreiro desempregado Jefferson da Silva, de 32 anos, que foi dominado e amarrado por moradores após tentar estuprar uma adolescente de 16 anos, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, já tinha sido preso pelo mesmo crime. A Polícia Civil apurou que, em 2014, ele atacou e praticou violência sexual contra uma mulher de 39 anos. Na época, Silva morava em Cotia, na Grande São Paulo. Durante a madrugada, ele invadiu a casa da vizinha e atacou-a sobre a cama. Como estava bêbado, a mulher conseguiu escapar e saiu à rua em busca de ajuda. 

O homem foi preso, mas acabou libertado após um ano. O processo ainda não teve julgamento final. Na última terça-feira, 8, o acusado seguiu a garota de 16 anos e, quando ela chegou a um ponto mais deserto, na confluência da avenida Albert Sabin com a Armênia Santa Júlia, ele a atacou. A estudante tinha saído da escola e seguia para casa. Ao perceber o assédio, a adolescente correu, mas Silva a alcançou, agarrou e tapou sua boca, tentando arrastá-la para um matagal.

Um homem que passava pela rua percebeu o ataque e entrou em luta corporal com o suspeito. Outras pessoas foram ajudá-lo. Silva foi derrubado e teve as mãos e os pés amarrados às costas. A jovem se refugiou em um bar e esperou a chegada da polícia. O suspeito ficou com o rosto na areia, imobilizado, até a chegada da polícia. De acordo com testemunhas, pessoas que se aproximaram do local depois que Silva estava dominado quiseram linchá-lo e desferiram chutes no suspeito.

Policiais militares o colocaram em uma viatura e levaram para o 2º Distrito Policial. Na unidade policial foi constatado que o homem estava machucado e ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro. Silva estava com o braço direito fraturado.

Conforme relato da PM, quando os policiais estiveram no local, as pessoas que haviam agredido o suspeito já tinham se retirado. O delegado João José Peres Neves, encarregado do caso, vai requisitar imagens de câmeras de monitoramento para tentar identificar os agressores. Aqueles que atacaram Silva depois que ele já estava amarrado podem responder por lesões corporais dolosas. 

O levantamento da ficha criminal do suspeito só foi possível após a polícia levantar seus dados, já que ele não portava documentos e negava-se a fornecer a filiação. Como o nome é comum, foram encontrados muitos homônimos durante as buscas. O pedreiro é alcoólatra e também teve problemas com a polícia por agressões contra duas ex-companheiras e uma de suas filhas, de dois anos de idade. Foram encontrados também registros de brigas e ameaças contra vizinhos.

Silva foi indiciado por estupro de vulnerável - crime caracterizado pelo assédio violento e o contato com a vítima - e encaminhado à Cadeia Pública de Itanhaém. Como ele não tem advogado, a Polícia Civil vai pedir a nomeação de um defensor público para acompanhar o processo. 

 

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