Homem que fez refém no Guarujá continua sem identificação

Segunda a polícia, nenhum membro da família do bandido foi ao Instituto Médico Legal para fazer a identificação

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

02 de agosto de 2008 | 14h49

O jovem que se matou na tarde de sexta-feira, 1, depois de manter uma turista como refém durante mais três horas na praia da Enseada, no Guarujá, na Baixada Santista, ainda não foi identificado. De acordo com a Polícia Científica, nenhum membro da família do criminoso, que para a vítima disse que se chamava Jonathan e tinha 19 anos, apareceu no Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá para fazer a identificação e o corpo continua sem qualificação. Já foi realizada a necropsia e constatada que a causa morte foi um único tiro na cabeça.  "Agora o pessoal do Instituto de Criminalística já está aqui para fazer os outros testes, como o que identifica o calibre da arma", disse a policial de plantão no IML, afirmando que os resultados desses exames demoram no mínimo 15 dias. O investigador chefe de Guarujá, Paulo Sergio Carvalhal de Lima, afirmou que o fato do homem ser de fora da Baixada Santista, dificulta a identificação. "Mas já tem um equipe apurando isso. Nós mandamos as digitais dele para o IRGB (Instituto de Registro Geral de Documento)", afirmou. Segundo ele, a polícia acredita que o seu nome seja mesmo Jonathan, pois ele possui uma tatuagem no braço com a letra J. "Ele falou para a vítima que era de Itapecerica, mas nós entramos em contato com a polícia de lá, mandamos a foto, mas ninguém o conhece", afirmou Carvalhal. A vítima, a auxiliar de enfermagem Lilian Souza de Oliveira Crochi, de 29 anos, afirmou que Jonathan a contou que era membro do Primeiro Comando da Capital (PPC) e havia vindo para a região para fazer "umas fitas" para a facção de Bertioga. Moradora de Santo André, a auxiliar passou a noite no Guarujá e estava retornando para o ABC às 12h30. De acordo com o seu marido, Emílio Crochi, ela está bem e conseguiu dormir durante a noite.

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