Isabela Palhares/Estadão
Isabela Palhares/Estadão

Homem dado como desaparecido após desabamento volta e presta depoimento à polícia

Tia de Arthur Hector de Paula chegou a registrar boletim de ocorrência informando o desaparecimento e os bombeiros confirmaram as buscas por ele

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 12h09

Registrado como desaparecido e possível vítima no desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, o camelô  Arthur Hector de Paula, de 45 anos, se apresentou na manhã desta sexta-feira, 11, no 3º Distrito Policial (Campos Elíseos). Ele conta que estava no prédio, mas saiu minutos antes para tomar uma cerveja com um conhecido.

Nesta segunda-feira, 7, o Corpo de Bombeiros chegou a confirmar oficialmente as buscas pelo camelô, e ele passou a ser considerado o sexto desaparecido.  Sua tia, Irani de Paula, registrou um boletim de ocorrência para informar o desaparecimento, pois não o encontrou no acampamento no Paiçandu. Mas Paula foi localizado em Minas Gerais.

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"Quando voltei, o prédio tinha caído. Fiquei uma semana lá no acampamento, não sabia que a minha família estava me procurando", disse Paula. Ele contou que viajou para Belo Horizonte na terça-feira, 8, quando soube que o pai havia tido um AVC.

O camelô disse que morava há cerca de um ano na ocupação, na casa de amigos. Sobre não ter sido localizado pela tia,  afirmou que foi um mal entendido. "Nós não temos televisão lá no acampamento, cada um está cuidando da sua vida, e é muita gente em um único lugar.  Por isso, não me acharam", disse.

Quando registrou o desaparecimento, Irani explicou à polícia que o último contato que algum familiar teve com Paula havia ocorrido há dois meses, quando um primo o procurou para cobrar um dinheiro que havia emprestado para ele.

Paula voltou a São Paulo nesta sexta-feira, mas disse que retornaria a Belo Horizonte para "reconstruir sua vida" ao lado de dois dos seus quatro filhos.

O delegado Osvany Barbosa, titular do 3º DP, disse que o camelô foi ouvido e retirado da lista de desaparecidos. Segundo o delegado, Paula não apresentou nenhum atestado médico ou qualquer documento que comprove o estado de saúde do pai. 

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