Homem que agrediu mulher com cotovelada vai a júri popular

O juiz acatou a denúncia do MPE de tentativa de homicídio em razão da violência do golpe; a pena pode chegar a dez anos de prisão

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2015 | 22h10

SOROCABA - O juiz Flávio Roberto Carvalho, da 1ª Vara Criminal de São Roque, na região de Sorocaba, decidiu nesta quarta-feira, 27, submeter a júri popular o empresário Anderson Lúcio de Oliveira, acusado de agredir com uma cotovelada a jovem Fernanda Regina Cézar, na saída de uma festa. O juiz acatou a denúncia do Ministério Público Estadual de tentativa de homicídio em razão da violência do golpe. A pena para esse crime pode chegar a dez anos de prisão.

O empresário foi preso depois que as imagens da agressão, ocorrida em 16 de agosto de 2014, se tornaram públicas. As cenas mostram a mulher discutindo com outra pessoa e, quando ela se dirige ao empresário, este a golpeia violentamente com uma cotovelada no rosto. Fernanda cai desmaiada, enquanto o agressor permanece impassível, com uma lata de cerveja na mão. Em seguida, ele deixa o local sem prestar socorro à vítima. Fernanda sofreu traumatismo craniano e só recebeu alta do hospital no dia 2 de setembro.

Após a alta hospitalar, ela apresentou distúrbios neurológicos e permaneceu um mês em tratamento psiquiátrico. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou que a mulher sofreu lesões graves decorrentes da agressão. O Ministério Público considerou que o acusado agiu com dolo e com intenção de matar a jovem, tese aceita pelo juiz. O advogado do empresário, Luiz de Moraes Neto, vai entrar com recurso na tentativa de que seu cliente seja julgado pelo crime de lesão corporal, em julgamento simples.

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