Homem nega ter comprado carro de casal que extorquiu padre

'Nunca vi esse Audi, que foi comprado em São Paulo e não aqui', diz empresário dono de loja de carros

Simone Menocchi, do Estadão,

20 de novembro de 2007 | 18h03

O empresário Sinval Fernando Tolentino Leite, dono de uma loja de carros em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, negou qualquer envolvimento com o casal Anderson Batista e Conceição Eletério, acusado de extorsão contra o padre Julio Lancellotti. O veículo Audi, que teria sido roubado de um estacionamento no Pari, não foi, segundo Leite, comprado ou vendido por ele. "Nunca vi esse Audi, que foi comprado em São Paulo e não aqui", se defendeu Leite, em entrevista ao Estadão, em sua loja, em São José dos Campos.   Quadrilha de ex-interno é acusada de outra extorsão   Leite relatou que chegou a comprar um dos carros de Batista e com esse dinheiro o casal teria adquirido o Audi em uma outra loja da capital. "A única coisa que fiz foi comprar o carro antigo dele". Leite, Batista e Conceição se conheceram em uma transação comercial. "Conheci o Anderson e a Conceição há cerca de três anos quando eles procuraram a loja para vender uma Nissan Frontier. Na época acho que eles trocaram por um Astra".   Nos anos seguintes o casal teria trocado de carro na mesma loja por duas ou três vezes. "Não me lembro exatamente. O que sei é que sempre estavam juntos, pagavam a vista, em dinheiro ou no máximo em duas vezes, num acordo com a loja". Em julho deste ano Anderson e Conceição teriam procurado o estabelecimento, interessados em experimentar uma caminhonete. "Foi aí que meu pai emprestou a Hylux que está em meu nome. Eu estava de férias, no Nordeste e meu pai não teve dúvida, porque se tratava de clientes conhecidos", justificou Leite.   O casal foi visto em um hotel de luxo em Campos do Jordão com a Hylux. "A última vez que eu os vi, aqui na loja, foi em abril. Aqui a gente vende e compra carro o tempo todo e não dá pra saber quem é quem". Segundo Leite, Batista relatou que era comerciante em São Paulo e sua renda vinha de duas pensões que mantém em São Paulo. "Não sabia dos antecedentes, nem do padre, que nunca esteve aqui". O empresário também afirmou que não conhece Evandro Guimarães, o Alemão.

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